Relatório diz que Máfia da Saúde não entregava remédios

Relatório da inteligência da Polícia Civil de São Paulo mostra que a fraude em hospitais e prefeituras não se limitava aos pregões eletrônicos e às licitações da saúde no Estado e nos municípios. A suposta quadrilha investigada recebia, segundo a polícia, o dinheiro dos remédios e produtos, mas não entregava as mercadorias ou o fazia em volume inferior ao determinado pelos contratos - causando falta de suprimentos nos já exíguos estoques das unidades hospitalares.

Agência Estado |

A falta de medicamentos por causa da ação do esquema em 21 hospitais e 29 prefeituras de São Paulo, Minas, Rio e Goiás foi mais um dos aspectos apurados pela Unidade de Inteligência do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). Na semana passada, os investigadores deflagraram a Operação Parasitas, que levou à prisão cinco acusados de compor o "núcleo empresarial da máfia" - cerca de outras 20 pessoas são investigadas.

O relatório da inteligência questiona ainda a qualidade "duvidosa, diversa daquela especificada nas licitações" dos materiais entregues pelas 11 empresas suspeitas. Segundo a investigação, os acusados forneciam "amostras cuidadosamente preparadas" para atender às especificações técnicas e encomendavam "laudos a laboratórios duvidosos atestando a qualidade de seus produtos". Isso tudo ajudaria, segundo o documento, a agravar os "transtornos de toda a ordem aos profissionais" que faziam uso dos produtos, conforme indicariam as escutas feitas pela polícia autorizadas pelo juiz-corregedor Vinícius Toledo Piza Peluso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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