Relatório de CPI deixa de fora suspeitos de corrupção

O relatório oficial da CPI da Corrupção no Rio Grande do Sul não vai apontar nomes e nem o envolvimento de agentes públicos ou privados com irregularidades em licitações, desvios de dinheiro e pagamento de propinas investigados nas operações Rodin e Solidária da Polícia Federal. O documento de 103 páginas, elaborado pelo deputado estadual Coffy Rodrigues (PSDB), foi protocolado hoje e será lido e aprovado na sessão de segunda-feira.

Agência Estado |

O deputado sustenta que, ao contrário do que dizia a oposição, os depoimentos do ex-presidentes do Detran Sérgio Buchmann e Estela Maris Simon, dos poucos tomados pela CPI, comprovaram que não houve pressão do governo para o pagamento de R$ 16 milhões à empresa de guinchos Atento.

Coffy diz que seu relatório procura identificar uma campanha de perseguição política contra o governo do Estado, feita pela oposição, que teria se utilizado de todos os instrumentos de investigação existentes "sem encontrar absolutamente nada de relevante".

Por fim, Coffy propõe um regramento para as próximas CPIs, retirando algumas prerrogativas do presidente, como a de organizar os trabalhos, para passá-las ao relator.

A base aliada tem oito dos 12 votos na comissão e fez valer sua condição de maioria para rejeitar todos os requerimentos de documentos e todas as convocações de testemunhas que pudessem desgastar tanto o governo de Yeda Crusius (PSDB) quanto algumas siglas aliadas, como o PP e o PMDB, feitas durante os quatro meses de trabalho.

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