Relatório da ONU: Mercado internacional de cannabis e anfetaminas está estável

BRASÍLIA - O mercado mundial de cannabis (maconha e haxixe) está estável, e até ligeiramente em declínio. A produção de maconha (cannabis-erva) está cerca de 8% mais baixa que em 2004, e a produção de haxixe (cannabis-resina) diminuiu cerca de 20% entre 2004 e 2006. No entanto, há tendências preocupantes.

Redação Santafé Idéias |

O Afeganistão tornou-se um importante produtor de haxixe, provavelmente excedendo a produção do Marrocos. Nos países desenvolvidos, o cultivo em lugares fechados tem produzindo tipos mais potentes de maconha. O nível médio da substância psicoactiva (THC) da droga quase duplicou no mercado dos Estados Unidos entre 1999 e 2006, de 4,6% para 8,8%.

O uso de estimulantes do grupo anfetamínico (anfetaminas), como as metanfetaminas e o ecstasy, tem se mantido estável desde o ano 2000. No entanto, a produção e o consumo continuam sendo graves problemas no leste e sudeste da Ásia. Além disso, o mercado tem se desenvolvido mais no Oriente Médio.

Novas rotas do tráfico

O relatório confirma que houve mudança no sistema das rotas das drogas, particularmente para a cocaína. Devido à constante procura de cocaína na Europa e melhores intervenções ao longo das rotas tradicionais, os traficantes agora focam na África Ocidental. Isso põe em risco a saúde e a segurança da região. 

"Os países do Caribe, América Central e África Ocidental, bem como as regiões fronteiriças do México, estão no fogo cruzado entre o mundo dos maiores produtores da coca (países andinos) e o dos maiores consumidores (América do Norte e Europa)", alertou Costa.

"O dinheiro da droga corrompe governos, e até se transforma em financiamento do terrorismo. A promoção do Estado de Direito é a melhor forma de combater o tráfico de drogas".

O Relatório Mundial sobre Drogas 2008 divulga o temor dos mercados emergentes para as drogas nos países em desenvolvimento, embora ainda faltem análises e evidências mais apuradas. 

"A ameaça aos países mais pobres existe, sem dúvida. Governos enfraquecidos não conseguem enfrentar o poderoso ataque dos barões da droga, ou da dependência química. Esse ataque deve ser enfrentado com cooperação técnica, mais serviços de prevenção ao abuso de droga, de tratamento, e áreas de segurança pública com cooperação entre si", disse o chefe do UNODC.

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