Relação de troca para produtor de leite melhorou, diz Embrapa

Belo Horizonte, 25 - A recuperação gradativa dos preços do leite no mercado interno e a diminuição do ritmo de alta dos insumos deverão melhorar a relação de troca para o produtor nos próximos meses, segundo avaliou hoje o economista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Gado de Leite), Glauco Carvalho. De acordo com ele, entre janeiro e maio deste ano, na comparação com o mesmo intervalo de 2008, os custos aumentaram 2,7%, enquanto as cotações caíram 21,4%, em termos reais.

Agência Estado |

Na relação entre maio deste ano e o mesmo mês do ano passado, os custos subiram 4,6% e os preços caíram 16,7%.

Em maio, de acordo com o mais recente levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), as cotações aumentaram 5,86%, para o produto entregue em abril, em relação à pesquisa anterior. A média nacional, considerando sete Estados (RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA) foi de R$ 0,6625/litro.

Segundo ele, entre outubro de 2008 até praticamente maio deste ano os custos de produção não cederam e os preços recuaram muito. A expectativa é de que a recuperação das cotações no mercado interno se mantenha nos próximos dois meses, enquanto os custos deverão parar de subir. Alguns insumos, como o sal mineral, que foi o vilão do aumento de custos nos últimos anos, estão em trajetória de queda, assim como os valores do concentrado para a alimentação animal.

No período de janeiro a maio deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, a relação de troca piorou 23%. "Isto significa que o preço do leite não acompanhou a alta dos insumos, então o produtor precisa de um volume 23% maior do produto para adquirir 1 tonelada de insumos".

O que se observa agora, conforme o economista é um momento de transição. "Nos meses de junho e julho, a sinalização é de uma pequena melhora e possivelmente a relação de troca vai ficar um pouco mais favorável", disse ele. O cenário, porém não será tão positivo quanto no primeiro semestre do ano passado, mas ainda assim melhor do que a segunda metade de 2008, quando as cotações seguiram em trajetória declinante.

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