Rejeitada liberdade a marido que prendia mulher em SP

A Justiça Estadual de São Paulo negou hoje a concessão de liberdade provisória para o agricultor Ary Hernandes Castijo, de 50 anos, preso em flagrante acusado de manter a companheira, a dona de casa Maria Aparecida Rosa, de 36, em cárcere privado por 18 anos. O pedido, feito pelo advogado de Castijo, Fernando Mateus Poli, foi indeferido pelo juiz Evandro Pelarin, de Fernandópolis, no interior do Estado, depois de receber um parecer negativo do promotor José Rafael Hussain.

Agência Estado |

Poli não foi localizado para dizer se recorrerá da decisão

No requerimento, o advogado do agricultor argumentou que Castijo não deveria permanecer preso por ter bons antecedentes, ser primário e ter residência fixa, mas Pelarin alegou que ele poderia interferir em depoimento de testemunha e que a prisão manteria o bom andamento do inquérito. O juiz decidiu manter Castijo preso na Cadeia Pública de Estrela d'Oeste.

O agricultor foi preso na noite de terça-feira, depois de denúncia feitas por familiares de Maria Aparecida. O casal, que morava num sítio de Pedranópolis, a 563 quilômetros da capital paulista, tem duas filhas, uma de 16 anos e outra de 4. Maria Aparecida era impedida de sair do sítio, agredida e sofria ameaças de morte. Além disso, era posta para trabalhar em serviços pesados, o que fez a polícia autuar Castijo também por ameaças e por submeter ser humano a condições análogas à escravidão.

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