Reitores e grevistas discutem reivindicações na USP em reunião na tarde de hoje

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) e o Fórum das Seis, que agrega os sindicatos de professores e funcionários, reúnem-se às 14h desta segunda-feira para discutir a pauta unificada de reivindicações da greve que paralisa parte dos serviços da Universidade de São Paulo (USP) desde 5 de maio. A concentração de grevistas das três estaduais terá início às 13h em frente à reitoria, onde ocorre a reunião.

Redação com Agência Estado |

O Cruesp garantiu que a Polícia Militar não estará no câmpus e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) se comprometeu a não fazer piquetes - mas o compromisso foi firmado só para hoje.

Futura Press
Funcionários e alunos da USP durante passeata na semana passada

Funcionários e alunos da USP durante passeata na semana passada


Na última reunião, realizada dia 16, o Cruesp propôs o encontro para dar continuidade às negociações. Em ofício enviado ao Cruesp na sexta-feira, o Sintusp garantiu que não haveria piquete no dia da reunião, desde que a PM não estivesse no câmpus. No ofício de resposta, o Cruesp garantiu que a polícia não estaria presente. A assessoria de imprensa da USP informou que há uma disposição da universidade e do Cruesp para que a PM não volte, mas isso dependerá dos próximos acontecimentos.

De acordo com o dirigente do Sintusp, Magno de Carvalho, os piquetes serão mantidos nos dias em que não houver negociação. Estamos dispostos a negociar. Mas, se a polícia estiver no câmpus, não há negociação, disse. Queremos que a negociação avance porque, se não houver avanço, a radicalização será maior ainda, alertou. O Sintusp também enviou à USP um ofício propondo uma reunião amanhã para discutir a pauta específica de reivindicações dos funcionários, mas ainda não obteve resposta, segundo Carvalho.

Vigília de funcionários

AE
Confusão na USP na semana passada

Confusão na USP na semana passada

No fim de semana, houve vigília de funcionários e alunos em greve por causa da confusão ocorrida na sexta-feira durante a manifestação de estudantes contrários à greve. Houve empurra-empurra e o estudante de História Rodrigo Neves, de 22 anos, contrário à paralisação, foi agredido.

Segundo Carvalho documentos foram retirados do sindicato ou guardados no cofre para evitar um possível ato de vandalismo. De acordo com Neves, que fez boletim de ocorrência da agressão que sofreu, os estudantes contrários à greve não tinham intenção de provocar nenhum ato violento.

A greve

As paralisações na universidade começaram com a reivindicação de aumento salarial dos funcionários no dia 5 de maio. Mas, após o confronto entre a Polícia Militar e manifestantes na Cidade Universitária (9/6), a greve ganhou a adesão dos professores e alunos e apresentou novas reivindicações. A principal delas, consenso entre os três setores, é a renuncia da reitora Suelly Vilela.

Os setores em greve pedem também a reintegração do funcionário demitido Claudionor Brandão, a saída da Polícia Militar (PM) do Campus e um reajuste salarial de 16% - reposição da inflação dos últimos 12 meses (estimada em 6,1%) mais 10% de reposição de perdas anteriores -, além de incorporação fixa de R$ 200.

A reitora alega que o orçamento da universidade não suportaria semelhante aumento e afirma que, no momento, a PM está presente apenas no prédio da Reitoria. Ainda segundo a Reitoria, professores e funcionários já receberam o salário de junho com o reajuste de 6,05%.

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