Reitores de universidades fazem objeções ao Enem

BRASÍLIA - Após dois dias de reuniões em Brasília, os reitores das universidades federais estão praticamente convencidos da necessidade de alterar o vestibular, unificando seus processos seletivos em um Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ampliado e aprimorado. Mas ainda levantam objeções à proposta do Ministério da Educação (MEC), como o receio de que vagas do interior do País sejam ocupadas por alunos ¿de fora¿ e a preocupação com o cumprimento do cronograma de implantação das mudanças.

Agência Estado |

As diferenças regionais são apontadas por alguns reitores como o maior entrave à proposta do MEC. Há uma preocupação de que vagas de universidades do interior terminem sendo todas ocupadas por alunos de fora, mais bem preparados, especialmente nos cursos mais concorridos. Se pudéssemos oferecer 4 milhões de vagas, isso não seria problema. Mas a universidade federal é pequena, alertou Aloísio Teixeira, reitor da Federal do Rio (UFRJ) - ele, pessoalmente, um entusiasta da ideia de vestibular unificado.

Já Jesualdo Farias, da Federal do Ceará, aponta o cronograma desse ano. Teremos dificuldades para trabalhar esse ano, especialmente se decidirmos manter uma segunda etapa. Quanto à segurança, os reitores lembram que, se houver problemas com a prova em uma cidade, serão cancelados os vestibulares de 3 milhões de candidatos.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, assegurou aos reitores que esse é um problema de fácil solução e que se pode usar até mesmo a Polícia Federal, caso necessário. No fim do mês, uma nova reunião em Brasília deve trazer para o MEC uma posição definitiva das universidades. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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