Reitor da UnB atribui denúncias a críticos das cotas

O reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholand, atribuiu a onda de denúncias contra a sua administração ao programa de inclusão social adotado pela UnB. Muitos estão descontentes com esta política, que vem sendo criticada desde a sua criação, afirmou.

Agência Estado |

Ele disse que a compra da mobília do apartamento oficial não foi decisão sua, mas do conselho universitário. "Foi um processo institucional, não foi pessoal", alegou. Mulholand negou ainda haver indícios de superfaturamento. Uma das lixeiras compradas para o apartamento custava R$ 600.

Segundo a estudante Luiza Oliveira, o grupo não é contrário ao sistema de cotas. "Parte dos integrantes do movimento, eu entre eles, não concorda com a política de expansão da universidade. Eu acredito que isso não vem acompanhado de qualidade", completou. Ela observou, no entanto, que o ponto central da movimentação dos estudantes está relacionado com o uso inadequado dos recursos. "Enquanto a universidade enfrenta dificuldades, o apartamento é decorado com objetos caros."

O reitor afirmou que a discussão com alunos será levada "à exaustão, até as forças se esgotarem". "Temos paciência", afirmou. Por volta das 12 horas de hoje, cerca de 300 alunos ocupavam o prédio. Amanhã será realizada uma assembléia para discutir a possibilidade de os alunos fazerem uma greve geral. Os alunos fizeram um apelo para que a polícia não entre no campus.

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