Reitor da UnB apela a estudantes por saída espontânea

O reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timoty Mulholand, afirmou hoje que está em contato permanente com Ministérios da Justiça e da Educação. Disse esperar não ser necessário o uso de força policial para que alunos deixem o prédio.

Agência Estado |

"Apelo para que eles saiam de forma espontânea", falou. Segundo ele, atividades importantes da administração - como pagamento dos salários, das bolsas de pesquisa - estariam ameaçadas com a ocupação. Estudantes, porém, afirmaram que não há nenhum empecilho para que funcionários sejam enviados até as salas para pegar documentos necessários. "Não queremos o atraso e vamos colaborar para que isso não ocorra", disse Luiza Oliveira, do movimento estudantil.

O reitor descartou a possibilidade de renunciar ao cargo, como reivindicam os alunos que desde quinta-feira ocuparam o prédio da reitoria. "Entrei na forma da lei e é na forma da lei que vou sair", afirmou. Mesmo acusado de uma série de irregularidades, como desvio de recursos da Fenatec, Mulholand disse estar "completamente à vontade" no cargo e que as denúncias terão de ser apuradas pela Ministério Público e pelo Tribunal de Contas. "Não aceito ser julgado pela mídia ou por opiniões soltas."

Logo ao fim da entrevista, o reitor foi cercado por um grupo de 50 estudantes, que gritavam palavras de ordem. Os estudantes rebateram as informações do reitor, de que haveria por parte da universidade a disposição em negociar. "Eles fizeram cinco propostas, nenhuma delas foi aceita", afirmou Luiza. A luz e a água continuam cortadas. De acordo com reitor, a medida foi adotada por recomendação da Polícia Federal.

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