Reitor da UFBA tenta explicar notas baixas no Enade

O reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar Almeida, afirmou hoje que duas razões principais podem explicar as baixas notas conseguidas pela Faculdade de Medicina da instituição - a mais antiga do Brasil, fundada há 200 anos - no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). A primeira - e mais óbvia - é o boicote que os alunos da medicina, que, tradicionalmente, são muito politicamente engajados na UFBA, promovem a esses exames de avaliação, afirmou.

Agência Estado |

"A outra é mais complexa: tem relação com a resistência que os professores mais antigos da instituição têm de renovar as metodologias e o conteúdo ensinados na faculdade." De acordo com Almeida, é costume, em alguns cursos avaliados da universidade, que os estudantes entreguem provas em branco em exames como o Enade. "Além da medicina, enfrentamos esse problema em outras áreas, como física", avaliou. "Mas é uma forma de protesto cada vez menor: tínhamos muitos problemas nesse sentido também com os alunos de direito, tanto que, quando eles decidiram parar com os boicotes, as notas subiram muito."

Apesar da avaliação ruim, ele disse acreditar que a supervisão que o MEC fará na faculdade tende a ser muito positiva. "Nada mais é do que uma forma de nos ajudar a verificar o que pode estar acontecendo de errado", disse. "Apesar disso, ainda aguardamos o relatório detalhado do ministério, que ainda não recebemos, para fazer uma análise mais aprofundada das notas."

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