Regras para a inspeção de motos ficam mais brandas

A Prefeitura atendeu a um pedido dos fabricantes de veículos de duas rodas e mudou, na terça-feira, as normas para as motocicletas na inspeção veicular ambiental, deixando o teste menos rígido.

Agência Estado |

Para a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, responsável pela execução do programa, o uso de combustível adulterado estava engrossando o número de reprovações das motos.

Essa foi uma conclusão tomada de forma indireta, por meio dos argumentos dos fabricantes. Não há teste da qualidade do combustível na inspeção ambiental.

Desde terça-feira, a Secretaria do Verde descarta o fator de diluição, relativo à queima do combustível, para reprovação. O mesmo fator, porém, continua a valer na inspeção dos carros - não houve alteração na avaliação dos demais veículos.

Do início de fevereiro até sexta-feira foram reprovadas 786 das 3.934 motos vistoriadas, ou 20% do total. O porcentual de automóveis reprovados no mesmo período é bem menor: 1,6%.

Essa mudança foi uma sugestão da Abraciclo. A garantia da qualidade do combustível não pode ser atribuída ao fabricante nem ao usuário, diz Moacyr Alberto Paes, diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

O único ponto que pode reprovar motocicletas agora é o fator de concentração dos poluentes - quantidade de monóxido de carbono colocada em circulação. Os fatores de diluição e concentração são obtidos na medição da emissão.

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