Regra de segurança pode ser revista após caso de Angra

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão regulador e também de pesquisa e promoção da energia nuclear, poderá revisar procedimentos de segurança a partir da investigação de episódio de contaminação radioativa muito baixa em Angra 2 envolvendo quatro funcionários, admitiu o diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear da CNEN, Laércio Vinhas. Os procedimentos, se necessário, serão revisados, disse Vinhas, citando a possibilidade de intensificação ou modificação de treinamento.

Agência Estado |

Vinhas e o diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletronuclear, Pérsio Jordani, que participaram hoje de evento no Clube de Engenharia, minimizaram o ocorrido e atribuíram a causa a uma porta que foi esquecida aberta em um prédio de Angra 2 que não é o do reator. "A gente já sabe que foi uma porta aberta. Vamos dar treinamento ou colocar um alarme ali para que a porta não fique mais aberta", disse Jordani.

Os dois mencionaram que a Eletronuclear tem 30 dias para enviar um relatório detalhado à CNEN sobre o incidente, ocorrido no dia 15, e as providências vão depender da avaliação das causas. Jordani afirmou que o Brasil possui certificados internacionais de que suas usinas nucleares foram consideradas as mais seguras do mundo nos últimos três anos. De acordo com o diretor da Eletronuclear, os quatro funcionários já estão trabalhando e seus nomes serão preservados.

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