Governo diz que só negocia com policiais após a greve" / Governo diz que só negocia com policiais após a greve" /

Registro de ocorrências da Polícia Civil cai 50% com greve

SÃO PAULO - A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) informou que a greve dos policiais civis tem adesão superior a 80% de todos as delegacias da capital e do interior, além do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo levantamento da Adpesp, com a greve, o número de ocorrências registradas pela Polícia Civil caiu mais de 50%. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/09/18/governo_diz_que_so_negocia_com_policiais_apos_a_greve_1883016.html target=_blankGoverno diz que só negocia com policiais após a greve

Agência Estado |

Acordo Ortográfico No dia 10 de setembro, de acordo com a associação, foram registradas 2,2 mil ocorrências na capital e 2,4 mil no interior. Já ontem, na capital foram registradas mil ocorrências e 1.150 no interior.

O diretor-executivo da Adpesp, André Dahmer, disse, em entrevista à Agência Estado , que a greve continua até que o governo aceite negociar. Dahmer lamentou nota divulgada hoje na imprensa pela Secretaria de Segurança Pública. "Ao invés de negociar, o governo prefere gastar verba com publicidade, é lamentável."

Na nota, intitulada "Informação à população de São Paulo", o governo assegura "que não vai permitir que movimentos sindicalistas da Polícia Civil venham a colocar em risco a segurança da população" e "que vai fazer valer a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a continuidade de todos os serviços". De acordo com a nota, a sanção para o descumprimento da determinação do STF seria multa diária de R$ 200 mil.

Segundo Dhamer, a paralisação respeita "rigorosamente" liminar do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), de 12 de agosto, que determina que a Polícia Civil mantenha 80% do efetivo trabalhando. Dahmer ressaltou que todo o efetivo do Estado está nas delegacias, mas só atendendo casos mais graves, conforme assegura o TRT.

O TRT fez a determinação após a primeira paralisação da categoria, em agosto, que durou apenas 7 horas. Na ocasião, o governo aceitou negociar e ofereceu reajuste salarial de 7%, para o ano que vem. Os policiais, que reivindicam aumento salarial de 15% ainda em 2008 - mais 12% em 2009 e 12% em 2010 -, não aceitaram a proposta.

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