Regiões norte e noroeste do Rio de Janeiro continuam alagadas

RIO DE JANEIRO - A chuva deu uma trégua mas, mesmo assim, o alagamento das regiões norte e noroeste do Estado do Rio de Janeiro não diminuiu e há perspectivas de piora nos próximos dias. Os temporais que atingiram o Estado na última semana e que deixaram três mortos, mais de 30 mil pessoas desalojadas e duas mil pessoas desabrigadas, foram tão intensos que arrebentaram diques da região, elevando o nível dos rios e deixando bairros completamente embaixo dágua.

Agência Estado |

"Tem muitos diques sendo destruídos. Não há nem como contabilizar", alertou o comandante da Defesa Civil do município Campos dos Goytacazes, Henrique Oliveira.

Campos é uma das 12 cidades que permanecem em estado de emergência, segundo a Defesa Civil Estadual. Oliveira explicou que o nível do rio Paraíba do Sul, que corta a maioria dos municípios da região, diminuiu de 10,6 metros para 9,9 metros, de sábado para domingo, mas isso não aliviou a inundação.

Carlos Magno

Doze municípios do Estado do Rio de Janeiro decretaram estado de emergência

Campos está sendo atingida pelas águas do rio Muriaé, afluente do rio Paraíba, cuja enchente está sendo agravada pelo rompimento dos diques. Para o comandante, não há como fazer barreiras para impedir o aumento do nível das águas.

"Temos famílias com casas completamente alagadas e esperando em cima das lajes por socorro", disse.

O governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral, anunciou que será montado um hospital de campanha no município de Cardoso Moreira, uma das cidades mais atingidas pelas chuvas que assolaram o estado na última semana e que permanece em estado de calamidade pública.

Quatro helicópteros, oito barcos e 350 homens do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil trabalham na ajuda e resgate das famílias.

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