Líderes da posição e do governo afirmaram que o acordo que adiou para março de 2009 a votação da reforma tributária foi positivo para a Câmara. O governo aceitou deixar a votação para o ano que vem e, em contrapartida, a oposição concorda em votar a proposta no próximo ano sem obstrução.

"É um bom acordo porque garante a votação da reforma tributária no início de março", afirmou o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS).

Segundo o petista, há quinze anos o Congresso tenta votar uma proposta de reforma tributária. Coube a Fontana avisar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a base não votaria a reforma este ano, apesar da sua insistência. "O presidente insistiu até o final para votarmos ainda este ano", disse Fontana. O líder do governo afirmou que, com a obstrução, seriam necessários de três a quatro semanas para votar a proposta e não haveria tempo hábil para a conclusão da votação este ano.

O presidente Lula havia insistido hoje com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para que ele colocasse a reforma em votação. A proposta de adiar a análise da reforma para 2009 foi feita pela oposição há cerca de duas semanas.

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