Reforma em prédio que desabou no Rio Grande do Sul não tinha licença

As obras realizadas no edifício Santa Fé, localizado na praia gaúcha de Capão da Canoa, onde houve um desabamento que matou quatro pessoas neste domingo, não tinham licença da prefeitura, conforme informações do jornal Zero Hora publicadas no portal clicRBS. A imobiliária que administra o prédio e o empreiteiro, entrevistados pelo jornal, disseram que tratavam-se de consertos e não de obras estruturais que exigiam licença.

Redação |


AE

Desabamento deixou 4 mortos

Foram realizadas várias reformas desde 1982, ano da construção do edifício. O último serviço foi contratado em 10 de julho, para o empreiteiro Selino Cardoso. Ele diz que reparou em vigas descascadas e ferrugem corroendo as estruturas internas das vigas e avisou o síndico Joel Dieter que a parte de trás do prédio ¿ a que caiu ¿ estava condenada. Contratado pela administradora do condomínio, Um engenheiro faria o laudo sobre a situação do edifício na segunda-feira.

A prefeitura vai realizar perícia para verificar se as reformas realizadas no Santa Fé exigiam perícia, já que autorização municipal não é imprescindível para pequenos consertos. Se for comprovado que faltou licenciamento, os responsáveis pela obra podem ser responsabilizados criminalmente pelas quatro mortes ocorridas.

As vítimas

O desabamento parcial do prédio deixou quatro mortos: Simone Celiberto, 31 anos, e seu filho Rodrigo Celiberto dos Santos, cinco, que chegaram a ser encaminhados ao Hospital Santa Luzia, no município, mas não resistiram aos ferimentos, e o síndico, Joel Dieter, 57, e a mulher dele, Marisa uedes Preussler, 56, que foram retirados dos destroços mortos.

Cinco pessoas estavam no prédio e sobreviveram ao desabamento.

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