Refluxo pode aumentar risco de câncer de esôfago

A doença de refluxo pode aumentar em 70% o risco de uma pessoa desenvolver câncer no esôfago. Levantamento do Hospital A.

Agência Estado |

C. Camargo, em São Paulo, mostra que, de 120 pacientes com esse tipo de câncer, 40% sofriam de refluxo. A intensidade e duração da doença podem contribuir ainda mais para o desenvolvimento do tumor.

O refluxo, segundo o hospital, atinge cerca de 20 milhões de brasileiros. Já o câncer esofágico é o 6º mais comum entre os homens e o 8º entre as mulheres. Nos últimos anos, segundo o chefe de cirurgia abdominal do A.C. Camargo, Felipe José Fernandez Coimbra, a incidência de câncer no esôfago subiu de 10% para 50%.

Comum em pessoas com mais de 50 anos, o refluxo é causado pelo retorno do conteúdo do estômago ou do duodeno ao esôfago. A sensação causada é de azia e queimação. Com o contato constante das enzimas digestivas com a parede do esôfago, o órgão passa a apresentar lesões e tecido parecido com o do estômago. As células danificadas por esse processo sofrem mutações e podem se tornar cancerígenas.

O tratamento, segundo Coimbra, é feito com dietas e mudança de hábitos alimentares. Os pacientes não devem ingerir café, chá, refrigerantes, bebidas alcoólicas e alimentos com muito molho, principalmente o de tomate. É recomendado também que as pessoas não deitem logo após a refeição e mantenham o peso adequado. "Quanto mais tempo a pessoa fica sem cuidar do problema maior o risco de o caso se agravar", explica Coimbra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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