Recursos contra arquivamento de ações no Conselho de Ética só saem na segunda-feira

BRASÍLIA - O PSol e PSDB, que tiveram suas ações arquivadas no Conselho de Ética do Senado, vão entrar com recurso apenas na próxima segunda-feira, quando vence o prazo legal para fazê-lo.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

No caso do PSol, o partido não pode, ele mesmo, entrar com recurso no Conselho de Ética por não possuir nenhum membro no colegiado. Apesar disso, na última reunião do Conselho, o senador José Nery (PSol-PA) esteve presente e se manifestou, mas apenas como líder e representante do partido.

A bancada de Nery ainda está estudando a melhor forma de articular com outros parlamentares para que algum integrante do Conselho possa contestar e pedir para que as duas representações por quebra de decoro parlamentar (uma contra o senador José Sarney (PMDB-AP) e outra contra Renan Calheiros(PMDB-AL), possam ser apreciadas pelo Conselho. 

Outra opção do PSol, ainda não descartada pelo partido, seria entrar com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular o arquivamento pedido pelo presidente da CPI, Paulo Duque (PMDB-RJ).
O PSDB também vai fazer uso do prazo máximo para enviar o recurso ao Conselho de Ética contra o arquivamento das três denúncias de autoria do senador Arthur Virgílio (PSDB- AM) contra Sarney por quebra de decoro parlamentar.

Agência Senado
presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque
Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, durante reunião nesta quarta-feira

Denúncias arquivadas

PSol (teve duas representações arquivadas):

Uma que pede investigação sobre o suposto envolvimento do senador José Sarney como presidente do Senado na edição dos atos secretos. Outra que requer investigação sobre o suposto envolvimento do senador Renan Calheiros como presidente do Senado na edição dos atos secretos.

PSDB (teve três denúncias arquivadas):

A primeira solicita investigação de suposto envolvimento de José Adriano Sarney, neto do presidente da Casa, na intermediação de empréstimos consignados dentro do Senado; e ainda pede a investigação relativa à nomeação de parentes e agregados de sua família para cargos na instituição.

A segunda requer investigação sobre a denúncia de que a Fundação José Sarney teria desviado para empresas da família ou fantasmas pelo menos R$ 500 mil dos R$ 1,3 milhão, obtidos por meio de patrocínio cultural da Petrobras.

A terceira pede providências contra o senador José Sarney por quebra de decoro parlamentar por ter supostamente mentido ao declarar que não tinha responsabilidade na administração com seu nome, Fundação Sarney, apesar de ser presidente vitalício da entidade.

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