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Recuperado após roubo, O Grito volta ao Museu Munch de Oslo rejuvenescido

A obra-prima expressionista O Grito, de Edvard Munch, voltou a ser exposta nesta quarta-feira no Museu Munch de Oslo, na Noruega, ainda exibindo as marcas deixadas pelo roubo, em 2004, mas oficialmente 20 anos mais jovem.

AFP |

Até então, acreditava-se que "O Grito" - considerada a mais célebre expressão artistíca da angústia existencial humana - havia sido pintado em 1983, mas o Museu Munch anunciou em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira que a obra provavelmente data de 1910, embora ainda haja dúvidas.

"Registros escritos, além de estudos de estilo e mesmo observações técnicas feitas durante a restauração do quadro, apontam para um período mais recente", afirmou Ingebjoerg Ydstie, diretor do museu norueguês.

"Desde o início dos anos 70, especialistas acreditam que a obra foi pintada em 1893. Hoje, o museu concorda com a opinião da maioria, mas não estamos encerrando o debate. Agora, talvez estudos técnicos forneçam uma resposta melhor um dia", disse.

"O Grito", que retrata um homem numa ponde com as mãos espalmadas ao redor da cabeça e a boca aberta num aparente grito de desespero, foi roubado junto com outro quadro famoso de Munch, "Madonna", que também volta às paredes do museu nesta quarta-feira.

A polícia recuperou as obras em agosto de 2006 sob circustâncias misteriosas. Os quadros foram arranhados e rasgados, e mostravam sinais de umidade.

No canto inferior esquerdo da tela de "O Grito" é possível ver ainda uma grande mancha de umidade, que os restauradores decidiram não remover para não danificar ainda mais a pintura.

"A mancha permanece porque decidimos que, com as técnicas disponíveis, seria estúpido fazer algo que pudesse piorar ainda mais o dano", explicou Mette Havrevold, diretora do departamento de Conservação Artística da cidade de Oslo.

"Talvez, no futuro, tecnologias mais confiáveis possibilitem a remoção da mancha", disse.

"O Grito" e "Madonna" foram apresentados à imprensa nesta quarta-feira pela primeira vez desde que teve início do complicado processo de restauração, e serão expostas ao público no museu na sexta-feira.

Edvard Munch pintou várias versões de seu "Grito". A única outra pintada com tinta a óleo está exposta na Galeria Nacional de Oslo.

phy/ap/sd

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