Recuperadas 22 obras furtadas há 10 anos em São Paulo

SÃO PAULO - Policiais civis recuperaram nesta quinta-feira 22 quadros que haviam sido furtados de um joalheiro em Vinhedo, no interior de São Paulo, há dez anos. As obras de arte, cujo valor ainda não foi calculado, representavam a ¿independência financeira¿ do ladrão, Jefferson Constantino, de 38 anos, que já estava preso por outro crime.

Redação com Agência Estado |

Entre as pinturas há obras de Gino Bruno, que participou da Semana de Arte Moderna de 1922, Davi Barbosa e Nelson Nóbrega, entre outros.

As obras estavam guardadas no sótão da casa da mãe de Jefferson e algumas estão em péssimo estado. Jefferson esperava vendê-las por até R$ 50 milhões. Mas o que era para ser um plano perfeito se transformou numa maldição. Cerca de um mês após o roubo ele foi preso. Em julho, recebeu liberdade condicional. Quatro meses depois, foi preso novamente.

Divulgação

O quadro "atormentava" o ladrão em
pesadelos

Nesse período, vários parentes - entre eles o comparsa do crime - morreram. Em depoimento, Jefferson disse que o menino retratado num dos quadros o atormentava em pesadelos. Segundo Roberto Loeb, herdeiro das obras, os quadros têm valor afetivo. Só na fantasia dele valem R$ 50 milhões.

De acordo com o delegado Ubiracyr Pires da Silva, titular da Divisão de Investigações sobre Roubo de Veículos e Cargas do Deic, ( Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), um CD com imagens das obras chegou às mãos de um investigador, que rastreoou a mídia e conseguiu chegar em quem a produziu.

(Com informações do jornal "O Estado de S. Paulo")

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