Recessão e prejuízos patrocinam maior queda da bolsa em 4 meses

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Uma nova rodada de notícias desanimadoras de grandes instituições financeiras e sinais de aprofundamento da recessão nos Estados Unidos pesaram sobre a Bovespa, que voltou ao menor nível desde novembro.

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Lembrando os piores dias da crise, o Ibovespa desabou 5,1 por cento, aos 36.234 pontos. O giro financeiro da sessão foi de 3,91 bilhões de reais.

"O noticiário do dia acendeu mais luzes vermelhas no painel do investidor", resumiu Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.

Os primeiros sinais de alerta foram o anúncio de que a seguradora AIG teve prejuízo de 61,7 bilhões de dólares no quarto trimestre e de que o HSBC vai fazer uma emissão gigante para amortecer as perdas com crédito que derrubaram seu lucro anual em mais de 60 por cento em 2008.

Além disso, a negativa da União Europeia para um pacote de socorro a bancos de países do Leste Europeu ampliou os temores de novos capítulos de quebradeira no setor financeiro global.

Em outra frente, o recuo nos gastos com construção e na atividade industrial nos Estados Unidos reforçou a leitura de que a recessão no país está se aprofundando.

Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones caiu abaixo dos 7 mil pontos pela primeira vez em 12 anos.

O cenário negativo das bolsas de valores contaminou os negócios com commodities, como o petróleo, que desabou 10 por cento, arrastando consigo as ações de empresas domésticas de matérias-primas.

Petrobras tombou 5,23 por cento, para 25,02 reais. Vale encolheu 5,9 por cento, valendo 25,25 reais, arrastando todo o setor siderúrgico.

Os papéis de bancos, influenciados pelo pessimismo internacional com o setor, também mergulharam, tendo Banco do Brasil caiu 2,4 por cento, para 4,50 reais.

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