Recenseadores são recebidos a tiros em Mato Grosso

Rotina dos recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) é marcada por violência no Estado

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Maus-tratos, assédio moral, discriminação e até pedradas e tiros, que chegam a terminar em boletins de ocorrência registrados nas delegacias de Mato Grosso, viraram rotina no dia a dia dos recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A situação mais grave aconteceu na zona rural de Carijó, região do município de Nossa Senhora do Livramento (a 42 quilômetros de Cuiabá). Na quarta-feira, dois recenseadores do IBGE foram recebidos a tiros por um casal. "Primeiro a mulher me apontou uma faca. Daí ela atirou", contou Manuele Rosa da Silva, de 20 anos.

A recenseadora conta que, quando chegou ao sítio para fazer a pesquisa, bateu palmas. Ninguém atendeu ao chamado. Ela e o piloto da moto que a levou decidiram entrar na propriedade para chegar até a casa, que ficava distante da porteira. "Fomos batendo palmas, chamando por alguém. Foi quando de repente uma senhora e seu marido abriram a porta e mandaram a gente sair dali", conta.

O coordenador da sub-área da funcionária ameaçada, Walter Pires, disse que essa situação foi extrema. Ele afirma que, desde 1978, quando começou a trabalhar no IBGE, nunca havia ocorrido uma situação desse tipo. "O casal não pode ter achado que eram ladrões na casa. Nossos pesquisadores andam uniformizados, com jaleco e boné do IBGE. Não tem como não reconhecer", disse.

O IBGE estima que 3 milhões de pessoas deverão ser ouvidas pelo IBGE no Estado. No censo de 2007 foram recenseados 2.854.642 habitantes. Mato Grosso conta com 2,7 mil recenseadores distribuídos em 32 sub-áreas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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