RIO DE JANEIRO - Mais de seis quilos de cocaína foram encontrados em cartas e livros, em uma fiscalização da Receita Federal, realizada nesta quarta-feira (15) no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro. A grafia em quase todas as cartas apreendidas era a mesma e, segundo os fiscais da Receita, os endereços dos remetentes eram falsos.

O material apreendido está avaliado em mais de R$ 300 mil. O chefe do Grupo de Controle de Remessas Internacionais Postais da Receita Federal, Alexandre Cassar, informou que a maioria das postagens era feita em São Paulo, e as demais, na Bahia. Ele disse que 80% da droga seria enviada para a Espanha, mas que países da África e da América Central também receberiam a cocaína.

Para driblar a fiscalização, os traficantes embalavam a droga em carbono e a camuflavam na capa de livros infantis. Ninguém foi preso. Alexandre Cassar defendeu mudança na lei para facilitar a identificação dos criminosos.

Com isso, as agências dos Correios poderão exigir um documento de identificação de qualquer pessoa que postar cartas para o exterior, e, caso haja a apresentação de documento falso, as agências terão um sistema de câmera, para registrar a imagem da pessoa e tentar identificar esses traficantes de drogas.

Em setembro do ano passado, durante a Operação Faro Fino, foram apreendidos mais 2 quilos de cocaína e 300 gramas da pasta base da droga dentro de cartas, revistas e livros infantis, no terminal internacional.

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