Reality show holandês gera polêmica ao declarar Bin Laden inocente pelo 11-9

Haia, 17 abr (EFE).- Um novo reality show na televisão holandesa gerou polêmica ao declarar o suposto líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, inocente dos atentados do dia 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos e o papa Bento XVI culpado da morte de doentes de aids.

EFE |

Ambos os veredictos foram proclamados por um júri popular composto por cinco cidadãos holandeses no novo programa de televisão "O Advogado do Diabo", que simula um julgamento de um personagem da atualidade sobre o qual são apresentadas três acusações.

No caso de Bin Laden o júri o considerou somente "culpado" de ser um terrorista, mas o absolveu das acusações de líder da Al Qaeda e de ser responsável pelos atentados do dia 11 de setembro de 2001, onde morreram quase 3 mil pessoas.

Em contraste, o júri condenou o papa Bento XVI, que rejeita o uso do preservativo, pelas mortes de muitos doentes de aids e também o considerou "culpado" por discriminar mulheres e homossexuais.

Um dos primeiros a criticar o programa foi o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, no comando do Governo municipal quando aconteceram os atentados, lamentando a mensagem de "confusão" lançada pelo programa, segundo recolhe hoje a agência holandesa "ANP".

O programa, que estreou na semana passada, é transmitido às quartas-feiras na televisão pública holandesa, embora a "Avro", a emissora que o projetou, seja financiada com fundos de seus próprios assinantes.

No show - que, segundo uma porta-voz da rede, quer fazer os telespectadores refletirem -, um conhecido advogado criminalista holandês defende o personagem escolhido a cada semana e outros dois especialistas se fazem de acusadores.

    Leia tudo sobre: reality show

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG