Reajuste de 7,7% é decisão demagógica, diz ministro

Ministro Paulo Bernardo disse que vai recomendar ao presidente que vete o aumento aos aposentados. Matéria agora vai para o Senado

iG São Paulo |

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta quarta-feira que a aprovação do reajuste de 7,7% aos aposentados e o fim do fator previdenciário pela Câmara dos Deputados é "decisão "demagógica" e "irresponsável". O ministro afirmou que os deputados aprovaram esse percentual por interesses eleitorais.

"Você simplesmente tomar decisões em um momento onde as pessoas estão preocupadas com a eleição, se vão ser reeleitas, se vão conseguir alguns votos a mais, e tomar decisão baseada em princípios demagógicos”, disse o ministro, ao justificar sua opinião contrária à aprovação das duas medidas. "Alguém tem que dizer à sociedade que o país precisa ter sustentabilidade em relação à Previdência Social". Para ele, vetar essas matérias "é impopular, complicado, mas é preciso ter clareza de que a vida não se resume a eleições".

O impacto com as medidas acarretará custo adicional de R$ 30 bilhões aos cofres públicos, o que o ministro considera insustentável para as contas da Previdência Social. O aumento aos aposentados e pensionistas em 7,7% vai onerar a folha em R$ 1,7 bilhão.

Para o ministro, houve uma contradição na atitude dos parlamentares ao aprovarem as duas medidas no mesmo dia em que comemoravam os dez anos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Paulo Bernardo acrescentou que vai recomendar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que vete o reajuste. O Planalto defendia aumento de no máximo 7%

Reajuste no Senado é unanimidade

A matéria agora vai para votação no Senado. Segundo apurou a reportagem do iG , o reajuste de 7,7% para as aposentadorias acima do salário mínimo deve ser aprovado sem dificuldades no Senado . Senadores da base governista e da oposição disseram que há um consenso na Casa para a aprovação do novo percentual.

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), que defende o reajuste de 7,7%, não será preciso nem mesmo votação nominal para a aprovação do reajuste no Senado. “Vai passar rápido, acho que até numa votação simbólica”.

(*com informações da Agência Brasil)

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