O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) reagiu ontem indignado com o que chamou de “um simples pedido de emprego” ter sido alvo da atenção da Polícia Federal durante as investigações da Operação Castelo de Areia. Um ofício do senador enviado a Marco Antônio Bucco, executivo da construtora Camargo Corrêa, foi apreendido pela PF na operação.

Nele o senador pedia emprego para uma engenheira, “filha de um amigo de Ji-Paraná (RO)”. “É um ofício como outros 200 que eu e qualquer parlamentar faz. Nunca recebi ajuda de campanha dessa empresa.”

Raupp explicou que a Camargo Corrêa tem “atuação forte” em seu Estado - daí o pedido, que, segundo ele, não foi atendido. A construtora faz parte do consórcio que constrói a hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. Raupp é o quarto senador citado na apuração da PF. Ele questionou o vazamento da informação sobre a apreensão do documento na construtora, em São Paulo. Embora não tenha acusado a PF de abuso, o senador disse crer que “instituições têm sempre essas facções querendo atingir grupos políticos”. Em nota, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) criticou a divulgação da existência de documento em francês apreendido na operação da PF que o cita. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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