Raúl Castro diz que poderia soltar presos para dialogar com EUA

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente cubano, Raúl Castro, disse na quinta-feira que Cuba poderia libertar presos políticos como um dos gestos necessários para permitir um diálogo com o futuro governo norte-americano de Barack Obama. Foi a oferta mais específica de Cuba para estimular a aproximação com Washington desde a eleição de Obama, em 4 de novembro.

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"Vamos fazer gesto e gesto", disse Raúl a jornalistas durante a visita a Brasília. "Esses prisioneiros que se fala, querem soltá-los? Que nos digam amanhã. Vamos mandá-los com família e tudo. Devolvam-nos nossos cinco heróis. Esse é um gesto de ambas as partes."

O presidente cubano se referia a cinco cidadãos cubanos, tratados como heróis nacionais na ilha, que foram condenados nos Estados Unidos por acusações de espionagem. Em junho, a Justiça norte-americana manteve as condenações, mas abriu a perspectiva de redução das penas para três deles.

De acordo com Havana, os cinco condenados estavam espionando grupos de dissidentes em Miami para impedir que eles realizassem atentados na ilha.

Os EUA, por sua vez, tradicionalmente exigem que Cuba liberte todos os seus presos políticos.

Obama, que toma posse em 20 de janeiro, já se comprometeu em aliviar restrições a viagens e remessas de dinheiros por parte de cubanos radicados nos EUA. Mas diz que a suspensão do embargo econômico em vigor há 46 anos depende da democratização da ilha.

Depois de anos de tensão com o governo de George W. Bush, Havana demonstra boa-vontade em relação a Obama. Raúl já havia manifestado a disposição de se encontrar com ele em um lugar neutro.

(Reportagem de Ray Colitt)

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