Raquel Welch lança livro sobre envelhecer bem

A atriz e símbolo sexual Raquel Welch teve que enfrentar o processo de envelhecimento em dose dupla: como mulher e como celebridade internacional famosa por seu corpo.

Reuters |

No livro que acaba de lançar, "Raquel: Beyond the Cleavage", a atriz americana fala sobre o envelhecimento, sobre como foi iniciar sua carreira aos 19 anos, já com dois filhos, e sobre como é conciliar sua persona pública com sua pessoa particular.

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Raquel Welch divulgando seu livro

"Todos concordamos que envelhecer é um desafio, mas, acreditem, é ainda mais desafiador para um símbolo sexual que vai perdendo essa condição", diz ela no livro.

Trajando blusa branca com colete e jeans boca-de-sino, Welch, 69 anos, falou à Reuters em um quarto de hotel de Manhattan, comentando sua imagem de estrela de cinema, a Raquel verdadeira e o envelhecimento.

"O interessante do envelhecimento é que vem com todas essas respostas maravilhosas ligadas", disse Welch, acrescentando que a idade, por si só, nunca deve definir uma pessoa.

"Olhe para mim. Estou me segurando bem. Não estou fazendo isso sem nenhum esforço: faço minha ioga todos os dias por uma hora e meia - mas, falem sério, rapazes, de que adianta começar a mentir sobre a idade?"

"Para as mulheres, eu represento a beleza, um look idealizado, então, quando eu faço coisas, elas seguem meu exemplo," explicou Welch.

Cirurgia plástica é último recurso

No livro ela explica como passou pela menopausa, testando o uso de terapia de reposição hormonal e doses de estrogênio, mas acabou optando por aulas regulares de ioga e uma dieta saudável.

Ela não consome sal, açúcar ou cafeína e, no café da manhã, come "claras de ovo ou um grão que não seja trigo". Nunca come após as 18h.

Reprodução

A atriz em "One Million Years B.C."

Welch também revelou que considera a cirurgia plástica um último recurso, mas é a favor do Botox quando é aplicado corretamente.

"Eu sentia que as pessoas não davam a mínima para mim. Só se interessavam por ela: aquela mulher de biquíni de pele, com as pernas abertas, os braços assim e uma cinturinha de pilão", disse Welch, aludindo à mulher pré-histórica e pouco vestida que representou no filme de 1967 "One Million Years B.C."

"Aquela mulher era uma pessoa forte, e as pessoas se apaixonavam por isso, por um tipo de supermulher, uma amazona. Sou uma mulher forte, mas não sou tudo isso."

Em seu livro, ela quis tratar da Raquel real.

Quatro vezes divorciada, e frequentemente longe de casa rodando filmes, Welch descreve os desafios de criar dois filhos e reaproximar-se deles mais tarde na vida.

"Houve muitas coisas que poderiam ter sido melhores", admitiu.

Welch disse que o objetivo de seu livro é lembrar às mulheres que seus receios e ansiedades "não são apenas delas". Se as dificuldades, preocupações e inseguranças dela, amplificadas pelo fato de viver sob o olhar público, foram superáveis, então as das outras mulheres também são.

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