Foram enterrados na tarde de hoje, em Brejinho, sertão pernambucano, os corpos de Heleno Barros Silva, de 70 anos, e Severina Maria da Conceição, 63, assassinados a golpes de foice pelo filho Ronaldo Barros da Silva, 26 anos, na sexta-feira à noite (7), na residência onde moravam, na Vila Mariana, periferia da cidade. O crime provocou comoção na cidade e a população ajudou a polícia a encontrar o criminoso, que se escondeu em um matagal.

Na manhã de hoje, aparentando exaustão, ele chegou ao sítio de Sebastião de Lucena Lima, pedindo água. Sebastião o reconheceu e lhe ofereceu um trabalho como estratégia para levá-lo à delegacia.

Preso, Ronaldo foi encaminhado para Afogados da Ingazeira e, se condenado por duplo homicídio doloso, deverá cumprir pena no presídio de Arcoverde - os municípios se situam na mesma região de Brejinho, no sertão do Pajeú. De acordo com a delegada de plantão de Brejinho, Maria do Socorro Veloso, o criminoso foi retirado logo da cidade por segurança, diante do temor de linchamento pela população, revoltada com o crime. Ronaldo desferiu golpes principalmente no pescoço e cabeça dos pais. Ele estava alcoolizado no momento do crime.

A delegada vai ouvi-lo ainda hoje, mas antecipou que ele demonstrava perturbação mental. Ela não esperava que ele desse informações que elucidassem a causa do crime. Há informações de que ele era viciado em drogas e uma das hipóteses é que ele teria matado os pais porque eles teriam se negado a lhe dar dinheiro para comprá-las. "Nada disso está confirmado e é certo que no momento do crime ele não estava sob efeito de drogas alucinógenas", afirmou a delegada. De acordo a delegacia, cerca de 40 policiais fizeram o cerco no matagal, na captura de Ronaldo, desde a notícia do crime, denunciado por vizinhos que ouviram o barulho.

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