Uma rádio equatoriana fechada pela polícia transmitia da rua nesta quarta-feira, depois de ter a renovação de sua freqüência negada pelo governo.

Os locutores de Radio Sucre, com sede no porto de Guayaquil, no sudoeste do Equador, montaram às pressas um estúdio na rua, de onde continuam transmitido depois de a polícia ter fechado seu local de trabalho.

"Estamos transmitindo da rua, onde improvisamos um estúdio", declarou um dos locutores.

"Eles não podiam ter feito o que fizeram. A violação da liberdade de expressão é evidente", considerou o prefeito de Guayaquil, Jaime Nebot, do opositor Partido Social Cristão (PSC, direita).

No entanto, o presidente do Conselho Nacional de Radiodifusão e Televisão (Conartel), Jorge Yunda, afirmou que "não se trata de uma sanção" contra a Radio Sucre, explicando que a negação da renovação da freqüência da emissora "foi responsabilidade dos concessionários, não do Estado".

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