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Rabino que assessorou Michael diz que cantor tirou a própria vida

Jerusalém, 20 set (EFE).- O cantor Michael Jackson tirou a própria vida ao tomar uma overdose de medicamentos que sabia poderia ser letal, disse o americano Shmuley Boteach, um famoso rabino e apresentador de programas que assessorou o artista no começo da década.

EFE |

"No que diz respeito a Michael Jackson, sua morte é uma terrível tragédia, uma terrível perda de potencial humano. Estou muito triste por ele tirado a própria vida, porque, de verdade, ele a tirou", declarou Boteach ao jornal israelense "Ha'aretz".

Indo contra as conclusões de homicídio da autópsia feita no cantor, Boteach, que deixou de ser amigo do artista, diz que "Michael sabia o que estava fazendo".

"Michael sabia que remédios estava tomando e que a quantidade que tomava poderia matá-lo a qualquer momento. Muita gente tentou detê-lo e convencê-lo (a parar), e é muito, muito triste e trágico ele ter vivido com tanta dor e não ter conseguido pará-la", acrescentou.

Boteach, um dos rabinos mais influentes dos EUA, contou que o "rei do pop", que morreu em 25 de junho e foi enterrado dois meses depois, costumava ter médicos que "provavelmente eram muito questionáveis".

"Eu costumava perguntar por que sempre estava com médicos e ele sempre encontrava uma razão: que tinha caído, que havia quebrado o pé... Sempre precisava de um médico e sempre tinha desculpa para estar rodeado deles", acrescentou.

O rabino, autor do livro "Sexo Kosher", fez um resumo de quem era Michael Jackson.

"Ele foi bom em sua vida e fez muitas pessoas felizes, para muitas das quais foi muito especial. Mas também foi culpado de delitos muito graves, (...) pelos quais merecia ter sido condenado se foi culpado", disse. EFE ap/sc

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