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Zona Verde reúne Matt Damon e Paul Greengrass na guerra do Iraque

Quando a produção de Zona Verde foi anunciada, não faltou quem resumisse o filme na frase Jason Bourne vai ao Iraque. Afinal, o longa reúne novamente o ator Matt Damon, astro da bem-sucedida série de filmes do agente secreto, e o cineasta Paul Greengrass, diretor dos dois últimos filmes da trilogia (A Supremacia Bourne, de 2004, e O Ultimato Bourne, de 2007). Mas a piada, além de previsível, também não é verdadeira: Zona Verde tem pouco em comum com a série Bourne. Se o jogo é de buscar semelhanças, um parente muito mais próximo é Guerra ao Terror.

Augusto Gomes, iG São Paulo |

Divulgação

Matt Damon é o protagonista de "Zona Verde", nova parceria com Paul Greengrass


Assim como o premiado filme de Kathryn Bigelow, vencedores de seis estatuetas no último Oscar, "Zona Verde" tem a Guerra do Iraque como pano de fundo. O visual das duas produções também é bastante parecido, até porque o diretor de fotografia de ambos é o mesmo, Barry Ackroyd. Mas, enquanto "Guerra ao Terror" aposta suas fichas no análise psicológica e no suspense, "Zona Verde" mistura aventura e política. Por causa da política, aliás, o longa vem causando controvérsia nos Estados Unidos, chegando até a ser tachado de "anti-americano".

Matt Damon interpreta um militar responsável por encontrar as armas químicas e nucleares que justificaram a invasão do Iraque, em 2003. Desde a primeira cena do filme, a busca se revela inútil. Adiantar mais informações seria contar o final do filme. O máximo que pode ser dito sem estragar a surpresa é que a atuação da administração George W. Bush no Iraque não é vista de forma nada favorável. Para piorar, o grande vilão da história é um alto funcionário do governo americano. Não é de estranhar que a trama tenha irritado a parcela mais conservadora da imprensa dos Estados Unidos.

"Nossa ideia era ter um personagem que era um bom soldado, que foi até lá pensando que ia encontrar alguma coisa e, quando chegou lá, não encontrou nada. E então fez a pergunta 'Por quê'? O que eu acho que é meio que a mesma coisa que aconteceu com todos nós. Nos disseram que ia acontecer uma coisa e ela não aconteceu. Perguntamos, 'Como fomos parar numa guerra no Iraque? Ah, tá, as armas', 'Bom, o que aconteceu com isso? Onde estavam as armas?'. Sabe, eu acho que essas questões são meio que fundamentais", explica Matt Damon sobre a trama de "Zona Verde".

Tudo isso é filmado com a câmera nervosa característica dos trabalhos de Greengrass. A imagem treme o tempo todo, há abundância de closes, os cortes são frenéticos. O problema é que, após quatro trabalhos em que abusou dessas mesmas características, o estilo do diretor começa a cansar. É claro que ainda há ótimas cenas de ação, como a sequência final, um tiroteio noturno em Bagdá. Mas mesmo essa sequência perde a força quando comparada a coisas que o cineasta fez no passado - como esquecer, por exemplo, a perseguição em Moscou que fecha "A Supremacia Bourne"?

Veja abaixo o trailer de "Zona Verde":

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