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W chega aos cinemas americanos, a 3 semanas de eleições no país

Los Angeles (EUA.), 17 out (EFE) - W, o aguardado filme de Oliver Stone sobre a vida do presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, chega hoje aos cinemas americanos, carregado de polêmica e diversidade de opiniões, e a menos de três semanas das eleições presidenciais no país.

Stone assegurou que seu filme é "equilibrado e compassivo", mas Jeb Bush, ex-governador da Flórida e irmão do presidente americano, não tem a mesma opinião, principalmente sobre o confronto que o cineasta estabelece entre Bush pai e filho.

"Essa rivalidade 'edípica' é lixo sem adulterar e de qualidade superior", disse em declarações publicadas hoje pelo "The Washington Times" Jeb Bush, que assegurou que o filme teria ficado mais rico se o diretor tivesse conversado com os protagonistas reais.

"Não recebi nenhuma ligação", afirmou Jeb Bush.

O entorno do ex-secretário de Defesa Donald Rumsfeld também não teria sido contatado, segundo disse ao jornal Keith Urbahn, seu porta-voz. "Ninguém ligou para nós. Donald Rumsfeld não tem qualquer intenção ou interesse em ver 'W'", acrescentou.

O longa-metragem é baseado em trabalhos publicados até o momento sobre a figura do atual líder da Casa Branca.

De fato, Stone afirmou que Stanley Weiser, co-roteirista do filme e com quem já trabalhou em "Wall Street - Poder e Cobiça" (1987), leu 17 livros sobre Bush, e se centrou especialmente em "State of Denial", de Bob Woodward, e "The Faith of George W. Bush", de Stephen Mansfield.

"Trabalhou duro para pegar a idéia correta, mas é cedo. É preciso deixar que os livros se construam com o passar dos anos", admitiu o diretor.

Embora as primeiras resenhas publicadas pelas principais revistas de Hollywood tenham sido mornas, no portal "Rottentomatoes.com", um site que aglutina o parecer de dezenas de publicações especializadas, já há 44 críticas positivas e 32 negativas.

Entre os comentários positivos se encontram os do site do canal de televisão "CNN", que assegura que o filme "dá o que pensar" e encerra uma "boa interpretação" de Josh Brolin como George W. Bush, ou os do jornal "Los Angeles Times", que define a obra de Stone como "satírica" e "crítica", mas não "mordaz".

Por outro lado, também aparecem críticas como a do "Daily News" de Los Angeles, que assegura que "o retrato psicológico que pinta o filme é tão profundamente incompleto quanto seus buracos históricos, e também pode ser profundamente chato". EFE mg/db

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