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Séraphine é o grande vencedor dos César, o Oscar do cinema francês

Paris, 27 fev (EFE).- O filme intimista Séraphine, dirigido por Martin Provost, se tornou na noite desta sexta-feira o grande vencedor da 34ª edição dos prêmios César da Academia Francesa de Artes e Técnicas Cinematográficas, ao ficar com sete prêmios, entre eles o de melhor filme.

EFE |

O longa-metragem - que narra a extraordinária vida da francesa Séraphine de Senlis, uma mulher nascida em 1864 que foi pastora e dona de casa antes de se transformar em pintora e submergir-se na loucura - ficou também com os prêmios de melhor atriz, para Yolande Moreau, assim como de melhor roteiro original, fotografia, trilha sonora, figurino e cenário.

O encarregado de entregar o prêmio a Provost foi o ator americano recentemente premiado com o Oscar por seu papel em "Milk - A Voz da Igualdade", Sean Penn, presidente do júri do último festival de Cannes (França).

A recompensa para "Mesrine", o grande favorito com dez indicações, não foi pela longa lista de prêmios, mas pela importância dos mesmos, já que Jean-François Richet venceu como melhor diretor e Vicent Cassel como melhor ator, que se impôs ao falecido Guillaume Depardieu por seu papel em "Versailles".

O filme, que levou também o prêmio de melhor som, relata a vida de Jacques Mesrine, assassino, ladrão e contrabandista considerado o "inimigo público número um" da França nos anos 1970 e protagonista de fugas espetaculares de prisões em vários países.

Cassel agradeceu seu prêmio à família e próximos do célebre criminoso, abatido pela Polícia em 1979, enquanto Richet dedicou algumas palavras a quem desembolsou 44 milhões de euros para financiar a primeira das duas partes de seu longa-metragem, em cerimônia de três horas realizada no teatro de Châtelet, em Paris.

"Le Premier Jour du Rest de ta Vie", dirigido por Rémi Bezançon, empatou com "Mesrine" com três prêmios, de melhor ator e atriz revelação, Marc-André Grondin e Déborah François, respectivamente, e de melhor edição.

A grande decepção da noite foi para a Palma de Ouro do último Festival de Cannes, "Entre les Murs", que só ficou com o César de melhor roteiro adaptado.

Os 3.500 profissionais da sétima arte na França que votaram nos candidatos recompensaram também "Il y a Longtemps que je T'aime", de Philippe Claudel, como a melhor estreia do ano passado.

O ator americano Dustin Hoffman recebeu o César honorífico das mãos de Emma Thomson, sua companheira no recente filme "Last Chance Harvey".

"Há um cadáver em cada um de nós: a pessoa que podemos ser potencialmente, mas que nunca seremos", disse Hoffman ao receber seu prêmio na 34ª edição desses prêmios, considerado o Oscar do cinema francês, acrescentando que tudo o que sabe fazer é "dar vida a esse cadáver".

O ator, diretor e produtor Dany Boon, vestido de smoking com calça de moletom laranja, entregou o premiou de melhor estreia, que foi para "Il y a Longtemps que je T'aime", de Philippe Claudel, que também obteve o prêmio de melhor atriz coadjuvante para Esla Zylberstein.

"É meu smoking para os César... Quando o comprei me disseram: não vale a pena vender para você a parte de baixo, nunca terá um César!", brincou Boon, em um inesperado discurso na cerimônia.

Com humor e elegância, o comediante colocou assim um fim na polêmica suscitada pelo fato de que seu bem-sucedido "Bienvenue chez les Ch'tis", o filme mais visto da história da França, tivesse sido indicado a um César.

Os outros prêmios foram para "Waltz with Bashir", do israelense Ari Folman, como melhor filme estrangeiro; "Un Conte de Noël", pelo melhor ator coadjuvante (Jean-Paul Rousillon); "Les Miettes", de Pierre Pinaud, como melhor curta-metragem; e "Les Plages d'Agnès", de Agnés Varda, como melhor documentário. EFE jaf-inmg/ma

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