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Se ganhar, vou ficar os quatro anos na prefeitura , afirma Alckmin

SÃO PAULO- Se eu ganhar a eleição, vou ficar os quatro anos na prefeitura, afirmou Geraldo Alckmin, o candidato do PSDB às eleições municipais de São Paulo. O ex-governador disse ainda que José Serra terá seu apoio. Ele vai poder contar comigo para a campanha de 2010 à presidência, reiterou.

Samanta Dias, repórter do Último Segundo |

AE
Alckmin acredita que vai para o 2° turno

Alckmin chegou à Assembléia Legislativa, onde se realiza a convenção do seu partido, por volta das 12h. Ele estava acompanhado do vice Campos Machado (PTB) e de lideranças de outros partidos da coligação.

Em entrevista coletiva à imprensa, o candidato afirmou que agora a sua preocupação e "falar ao eleitor e conversar com a população". "Se um secretário do PSDB já ajuda tanto, imagine um prefeito do PSDB, como nós poderemos avançar", empolgou-se.

Qustionado sobre o adversário Gilberto Kassab (DEM), mostrou-se confiante. "O PSDB vai estar no segundo turno. Não vejo Kassab como adversário. Ele tem todo o direito de ser candidato. Por isso, existe o 2° turno para que a escolha seja feita nas urnas", afirmou.

O governador José Serra discursou em seguida a Alckmin e afirmou que defende uma aliança para o 2°turno. "Nós temos uma aliança que funciona no governo do Estado. Se esta aliança não se traduziu agora para o lançamento de candidato, deve se traduzir no 2° turno, porque no 1° turno é uma batalha e a decisão é somente no 2°", afirmou.

Serra negou que os interesses de 2010 estejam em jogo nessas eleições. Segundo ele, a escolha foi feita "pensando no que é melhor para a cidade de São Paulo".

Adversário é o PT

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, afirmou que o principal adversário do partido nessas eleições é o PT. "Ele é o partido que deve ser combatido", disse. Geraldo Alckmin também enviou um recado: "Quero dizer aos nossos adversários do PT que o povo de São Paulo quer trabalho, honradez, respeito e compostura", afirmou.

Acordo a menos de 12h da convenção

Um acordo fechado a menos de 12 horas da convenção do PSDB pôs fim à disputa entre o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) para a escolha do candidato dos tucanos à Prefeitura de São Paulo.

Numa reunião na noite de sábado, o grupo de tucanos pró-Kassab concordou em retirar a chapa que pedia o apoio à reeleição do atual prefeito.

O acordo foi selado no mesmo dia em que o governador José Serra retornou a São Paulo de uma viagem ao exterior. O vereador Gilberto Natalini, um dos articuladores da chapa pró-Kassab, disse, sem revelar nomes, que a decisão do grupo atende a um pedido feito por lideranças nacionais e estaduais do PSDB.

Houve um apelo do partido em nível nacional, de lideranças estaduais de vários locais e a bancada, embora tenha certeza de que a sua tese sairia vencedora, decidiu reconsiderar e não vamos concorrer, afirmou. Duas candidaturas jogam água no moinho do PT.

À noite, Serra deu uma demonstração de apoio a Alckmin, que ficou ao lado do governador na hora de receber o príncipe herdeiro do trono do Japão, Naruhito, no Palácio dos Bandeirantes. Kassab chegou mais tarde.

Neste domingo, o grupo pró-Kassab, formado por 11 dos 12 vereadores do PSDB na capital e tucanos que integram o governo municipal, divulgará na convenção carta expondo as razões da desistência da disputa.

Os dois grupos passaram a véspera da convenção reunidos. Nas conversas, os alckmistas concordaram em não impugnar a chapa protocolada na terça-feira favorável a Kassab, que já havia perdido o apoio de 56 dos seus 424 signatários e já não tinha mais o número de assinaturas de delegados do partido suficiente para ser levada à convenção - o mínimo exigido pelo PSDB é de 403. Foi um gesto que fizemos para chegar a um acordo de chapa única, afirmou o deputado Sílvio Torres (PSDB-SP).

*Com informações da Agência Estado

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