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Salve Geral vai enfrentar competição brutal para chegar ao Oscar, diz diretor

SÃO PAULO ¿ Salve Geral chega aos cinemas brasileiros hoje, mas a cabeça do diretor Sérgio Rezende já está em Los Angeles (EUA), onde terá briga muito além da concorrência dos cartazes de outros filmes daqui: a luta por uma vaga entre os cinco finalistas que disputarão o Oscar de melhor estrangeiro em 2010, um prêmio inédito para o Brasil.

Agência Estado |

Ao ser escolhido para ir a Los Angeles, o drama de uma mãe que vê o filho ser preso em meio ao conturbado cenário de um dia de ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) em São Paulo superou histórias como "Budapeste", de Walter Carvalho; "Feliz Natal", de Selton Mello; "O Contador de histórias", de Luiz Villaça; "Jean Charles", de Henrique Goldman; e "A Festa da Menina Morta", de Matheus Nachtergaele.

Ainda que o episódio narrado pelo filme tenha lhe dado holofotes antes de sua estreia, diretor e produção sabem que, para o Oscar, devem partir do zero. "É como prestar um dificílimo vestibular", diz Rezende. "Uma competição brutal."

Divulgação

"Salve Geral" terá que passar pelo crivo de 200 críticos para ganhar indicação ao Oscar

Menos de 10% dos 108 filmes brasileiros exibidos no primeiro semestre de 2009 se interessaram em participar da seleção. Entre os pré-inscritos estavam "Jean Charles", "Budapeste", "O Contador de Histórias" e as estreias na direção de dois atores: "Feliz Natal", de Selton Mello, e "A Festa da Menina Morta", de Matheus Nachtergaele.

Que o diga um dos poucos colegas que já passou por isso, Fábio Barreto. Até ver seu "Quatrilho" perder na noite de gala em 1996, o cineasta batalhou muito com o filme nos EUA. "Agora tem que esperar o filme ser visto pelo comitê. São uns 200 críticos. É a eles que o filme precisa agradar", diz Barreto, que destaca a agenda curta até a decisão dos finalistas, em fevereiro do ano que vem.

"Não há muitos festivais internacionais importantes para ir, isso dificulta. E é claro que existe um lobby muito grande para a escolha", diz o diretor, um dos defensores de "Salve Geral" na escolhe entre os brasileiros. "Foi uma maneira inteligente de falar de um grande problema que aflige nosso país." Segundo ele, a violência urbana que domina o filme não deve pesar contra.

Rezende não esconde que, desde o anúncio da escolha de seu filme, sua rotina foi pelos ares. A primeira tarefa agora é exibir o longa fora do País. "Sei que a própria Academia promove sessões, mas não sei exatamente como isso funciona, afinal, sou marinheiro de primeira viagem", brinca o diretor, que já pensa em artimanhas. "Sei que dá para enviar DVDs para alguns lugares também, preciso descobrir como."

Assista ao trailer de "Salve Geral":

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