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Quem vier depois de mim vai ter que viajar mais ainda , diz Lula

Em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, exibida neste domingo à noite, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o próximo presidente do Brasil terá mais trabalho do que ele teve para que o País continue a receber investimentos estrangeiros e exerça o seu papel no mundo.

iG São Paulo |

Assista à entrevista abaixo:

"Quem vier depois de mim vai ter que viajar mais ainda do que eu viajei. Se achar que o Brasil é bonito, que o Brasil tem carnaval e que os empresários vão chegar aqui e investir, vai quebrar a cara. O papel do Brasil é ser grande, é de contribuir para a paz. Tem que viajar cada vez mais. Lembro a imbecilidade de quem reclamou quando compramos um avião. Quem vier atrás de mim vai ter que comprar um avião maior ainda, afirmou o presidente.

Lula também falou sobre a reforma tributária, processo que, segundo ele, tentou por duas vezes votar no Congresso, mas sem sucesso. Tentei duas vezes a reforma tributária e não votaram. Parece que aquele inimigo oculto que o Jânio Quadros dizia voltou. Todo mundo é a favor da reforma tributária, mas cada um tem a sua. O empresário tem a sua, o sindicalista tem a sua, o deputado tem a sua e ninguém vota nenhuma.

Eleições

Sobre as eleições desse ano, Lula disse que acredita na vitória da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, mas lembrou que a campanha está apenas no início. "Dilma não é minha candidata. É candidata do PT. Enquanto eu estiver trabalhando, das 8h às 22h, não terei candidato. Depois do expediente, vou para o palanque".

Estou convencido que a Dilma será a presidente do País. Mas a campanha está apenas começando. Tudo vai começar mesmo em junho. Agora é hora de preparar os programas e acho que vai ser uma boa campanha, completou.

Lula ainda falou sobre a diferença de ser oposição e governo e lamentou o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado, em dezembro de 2007, que acarretou a perda tributária de cerca de R$ 40 bilhões à União. "Quando você chega ao governo, não pode eu acho e eu penso. Quando você é governo, você faz ou não. E acho que vamos precisar de mais dinheiro para a saúde. Vamos ter que arrumar um jeito para aquele dinheiro da CPMF".

Futuro político

Quanto a seu futuro político após deixar a Presidência no final deste ano, Lula disse que vai "continuar sendo um militante político". Ele negou, no entanto, que queira ocupar um cargo na Organização das Nações Unidas. "O cargo da ONU deve ser ocupado por um burocrata. Deve ser uma pessoa neutra. Não tenho este perfil", declarou.

Ele comentou ainda sobre o respeito adquirido pelo Brasil no exterior, mas negou que essa conquista seja mérito exclusivo de seu governo. Segundo ele, havia uma predisposição internacional e uma nova postura do próprio Brasil. "O Brasil continuará sendo respeitado lá fora, independente do próximo presidente que vier."

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