O último filme de James Bond, Quantum of solace, mostrará o agente 007 como um animal ferido que luta contra a organização criminosa que empurrou a mulher que amava para a traição e para a morte, contou o ator Daniel Craig, durante as filmagens, no Chile.

Seguindo as pistas de contas secretas no Haiti, passando por Áustria e Itália, e com a ajuda de Camille (Olga Kurylenko), James Bond (Daniel Craig) chegará a Dominic Greene (Mathieu Amalric), o vilão líder de uma organização criminosa que quer se apropriar de valiosos recursos naturais, apoiando um golpe de Estado em uma instável Bolívia.

"Ele perdeu o amor de sua vida e a última coisa que soube dela é que era uma agente dupla, que o vendeu. A relação que eles tinham era uma mentira", disse Craig, em conversa com os jornalistas no observatório do Monte Paranal, norte do Chile, uma das locações do filme, que terá ação, efeitos especiais e muitas lutas corpo-a-corpo.

"Quantum of solace" começou a ser rodado na semana passada no Chile, após um mês e meio de trabalho no Panamá e tomadas na Baixa Califórnia, México.

No Chile, a primeira locação foi o observatório do Monte Paranal, escolhido como centro de operações de Greene. As filmagens interromperam a habitual tranqüilidade do centro científico, 900 km ao norte de Santiago e 2.400 m acima do nível do mar.

Os cientistas de Paranal impuseram suas condições: as filmagens deveriam terminar ao anoitecer para não atrapalhar o intenso ritmo de trabalho noturno do observatório, que começa 20 minutos depois do pôr-do-sol.

Na ficção, as paragens do norte do Chile vão corresponder à Bolívia, onde se planeja um golpe de Estado.

"Acho que se trata de chamar a atenção para lugares potencialmente fracos", comentou Craig. "Um lugar desestabilizado, onde nossos vilões, de qualquer nacionalidade, podem tirar vantagem disso", acrescentou.

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