http://images.ig.com.br/ult_us/selo_eleicoes.jpg align=leftO candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, voltou nesta quinta-feira à polêmica sobre exilados políticos e militantes de esquerda que aderiam à luta armada durante a ditadura militar.

Em entrevista à TV Tropical (retransmissora da Record em Natal, no Rio Grande do Norte), Serra foi questionado se ele havia fugido do País ao ser exilar primeiro na Bolívia e França e depois no Chile e nos Estados Unidos.

Não fugi. Ia ser preso. Todo mundo que foi exilado saiu porque seria preso. Precisaria ser masoquista de ficar [no Brasil] para ser preso. Cada um trabalhou da sua maneira no exterior para ajudar na redemocratização, disse o candidato tucano.

Numa referência à luta armada, Serra ressaltou: minha arma no exílio foi ajudar a denunciar a repressão e a tortura no Brasil. Foi todo mundo preso. Não me deixaram ir a uma reunião. Eu tive de sair. Eu tinha uma cara conhecida.

A polêmica sobre o exílio começou no dia 10 deste mês, quando a candidata do PT, Dilma Rousseff, deu uma declaração que foi interpretada como uma crítica a Serra. Isso porque ela aderiu ao movimento de luta armada e acabou presa pela ditadura.

Durante evento no Sindicato dos Metalúrgicos no ABC em São Bernardo do Campo, Dilma afirmou: Eu não fujo quando a situação fica difícil. Eu não tenho medo da luta. Posso apanhar, sofrer, ser maltratada, mas estou sempre firme com minhas convicções.

Logo após a fala da ex-ministra, militantes do PT e do PSDB começaram a comentar o assunto em blogs e sites de relacionamento na internet. No dia seguinte, a própria Dilma usou o seu Twitter para explicar sua declaração.

De onde tiraram que fugir da luta é se exilar? O exílio significou a diferença entre a vida e a morte para os exilados brasileiros", escreveu no microblog.

Serra no Rio Grande do Norte

AE
Serra em palestra para empresários  em Natal, no Rio Grande do Norte, nesta quinta
Serra passou a manhã e a tarde no Rio Grande do Norte, Estado onde 40% da população recebe Bolsa Família. Também em entrevista à TV Tropical, o tucano afirmou que o programa do governo federal deve ser mantido.

Mas aqui no Rio Grande do Norte falta emprego, disse. O Bolsa Família é importante, mas nós vamos reforçar ligando à questão de emprego para os jovens. O que mais quer uma família é emprego para os seus filhos, completou.

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