BRASÍLIA ¿ O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), rebateu nesta quarta-feira as críticas recebidas em plenário e na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do dia anterior sobre o apoio dele ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) nas últimas semanas.

Eu acho que não devemos criminalizar os movimentos populares. Não se deve demonizar o MST. Os excessos devem ser combatidos. E evidentemente, esse [ invasão à fazenda Santo Henrique ] foi um excesso e devem ser analisados as responsabilidades, afirmou Sarney.

Em relação à instalação de uma nova CPI Mista, para investigar o uso de dinheiro público, por meio de ONGs ao MST, o senador apostou na neutralidade: nunca fui a favor ou contra. Na hora que ela chegar à mesa, eu leio. Isso não tem nenhuma dúvida. Com todas têm sido assim. Eu cumprirei, porque sou fiel servo do regimento interno da Casa, completa.

A senadora Kátia Abreu (DEM ¿ TO), que encabeça a proposta da CPI, defendeu que os senadores não são contrários à reforma agrária, mas querem combater a invasão de terras e o uso de recursos públicos para financiar essas ações.  A retirada [dos deputados] nos pegou de surpresa. Foi uma manobra regimental na calada da noite. Faltaram apenas três assinaturas. Nós vamos tentar uma CPI Mista, avisou a senadora. 

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