BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu uma exceção e decidiu comentar a pesquisa de intenção de voto divulgada nesta segunda-feira apontando uma escalada de sua pré-candidata à sucessão.

"Não há pressão que consiga subir com a pesquisa de hoje, mostrando que as pessoas estão compreendendo o que está acontecendo no Brasil", disse o presidente no início de seu discurso. São raras as vezes em que ele repercute sondagens.

Encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e realizada pelo Instituto Sensus, o levantamento apontou crescimento de 6,1 pontos percentuais da ministra Dilma Rousseff, chegando bem perto de seu principal adversário, o tucano José Serra.

O cenário capturado tem o governador de São Paulo liderando a disputa com 33,2 por cento dos votos e a chefe da Casa Civil em segundo lugar, com 27,8 por cento.

Mais cedo, ao chegar ao local do evento desta noite --uma inauguração de 78 escolas técnicas federais-- o vice-presidente, José Alencar, havia dito que o governo "já esperava" pelo resultado. Afirmou, ainda, que ele é fruto do entendimento da população de que Dilma é o nome da continuidade.

A declaração de Lula foi seguida por uma alfinetada na oposição, prática cada vez mais usual em seus recentes discursos.

"Deus queira que, daqui para frente, eu seja o paradigma para quem vier depois de mim", afirmou Lula. "Nós mudamos o paradigma, que era muito nivelado por baixo."

Lula sofreu uma crise de hipertensão na semana passada. Ele foi internado na quarta-feira em um hospital do Recife e, após período de repouso e uma bateria de exames no Instituto do Coração (InCor) de São Paulo, no sábado, retomou a rotina presidencial nesta segunda.

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