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Não estamos fazendo vale-tudo nenhum , afirma Dilma

A ministra-chefe da Casa Civil e provável candidata do PT à Presidência da República em 2010, Dilma Rousseff, rebateu nesta segunda à noite, em São Bernardo do Campo, as acusações de que suas viagens com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para vistoriar obras, como as de transposição do Rio São Francisco, representem um vale-tudo eleitoral, como acusou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Eu não me sinto acusada de jeito nenhum pelo ministro Gilmar Mendes.

Agência Estado |

AE
Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho
Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho


Não estamos fazendo vale-tudo nenhum no Brasil. Nós fizemos projetos e ou inauguramos, ou lançamos ou fiscalizamos", disse, em palestra na Associação dos Dirigentes de Vendas e Empreendedores do Brasil (ADVEB), regional de São Bernardo do Campo.

A ministra afirmou que as críticas que recebe sobre suas viagens para acompanhar projetos acontecem por que "o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou investimentos, algo que governos anteriores não faziam. Hoje o Brasil é outro."

Dilma disse que os opositores do governo se sentem incomodados com o volume de obras do governo federal. "Eu acho que incomoda", afirmou. 'Se você me perguntar se acho que incomoda, isso lá incomoda. Incomoda porque nós nos mexemos. E não é sorte não. É trabalho incansável. E é bastante justo querer apresentar esse trabalho."

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO - Dilma comentou também as declarações de Lula feitas na manhã de sábado, em festa em frente ao Palácio da Alvorada para comemorar os 64 anos do presidente, que serão completados amanhã. "Acho comovente e agradeço que ele tenha pensado em mim nessa hora", afirmou. Presenteado com um bolo branco com estrelas vermelhas, Lula revelou um desejo. "No próximo aniversário meu, se Deus quiser, estarei comemorando as eleições dela", disse o presidente.

Em relação ao apoio do PMDB, Dilma minimizou as dificuldades que as divisões internas do partido podem causar à sua eventual candidatura em 2010. "Os partidos têm situações e realidades as mais diferentes possíveis e é normal que nesse processo, até que as coisas se acomodem, essas diferenças apareçam. Acho que temos de ter uma grande tolerância com isso. Vivemos em um país diverso, com realidades regionais diferenciadas. A realidade é um pouco mais complexa e temos de levar isso em consideração e ver se conseguimos acomodar as diferenças."

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