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Não é uma questão partidária , afirma Jobim sobre demissões na Infraero

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta segunda-feira que as demissões de afilhados políticos na Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) irão continuar. Segundo informou, dos 98 cargos comissionados da estatal, 28 já foram afastados.

Carollina Andrade |

O pessoal da Força Aérea que estava requisitado para a Infraero deve voltar para a Força. Dentro desse conjunto de 98, saíram 28, em torno de 20 são ligados à engenharia, que ficariam por último. Isso faz parte de um plano de longo prazo, destacou Jobim após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente da Infraero, Cleonilson Nicácio Silva.

Ao ser questionado se poderia haver uma reversão do quadro devido a pressões políticas, o ministro afirmou que não. Não é uma questão partidária, é questão de termos uma empresa que seja eficiente e que possa enfrentar os problemas que advirão com as concessões que queremos fazer posteriormente, acrescentou.

O ministro destacou ainda que irá conversar com os partidos políticos sobre as demissões e ressaltou que todos os funcionários serão alertados antecipadamente de suas demissões. Vou conversar com as pessoas, mas sem recuo. Vou examinar o nome de todos, vou conversar para mostrar as razões pelas quais isso aconteceu. Fazemos uma coisa séria. Se não for séria, não é ambiente para mim. Se não funciona, eu não quero. O presidente sabe disso completou.

A decisão da estatal de demitir afilhiados políticos de Lula e de limitar a 12 os cargos comissionados provocou uma crise na base aliada. O PMDB reagiu as demissões alegando que o fato poderia causar derrotas sucessivas de interesse do Governo no Congresso.

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