Max Payne é o mais novo game a migrar para a tela dos cinemas - Brasil - iG" /

Max Payne é o mais novo game a migrar para a tela dos cinemas

Los Angeles (EUA), 18 out (EFE) - A indústria do videogame voltou a servir de fonte de inspiração para Hollywood, que leva aos cinemas a vingança do atormentado policial Max Payne, estrela de um bem-sucedido jogo homônimo para os consoles. O filme, protagonizado por Mark Wahlberg (Os Infiltrados, 2006), Olga Kurylenko (próxima Bond Girl no novo filme do agente 007) e Amaury Nolasco (da série Prison Break), estreou sexta-feira nos cinemas americanos, em meio à expectativa de milhares de fãs do personagem. A trama do filme Max Payne se passa em um ambiente escuro e frio, sob uma interminável nevasca, e avança arrastada pelo desejo de justiça do protagonista Max (Wahlberg), obcecado por encontrar os criminosos que mataram sua família. Wahlberg elogiou a qualidade do filme. Queria fazer algo divertido, intenso, após fazer Fim dos Tempos.

EFE |

Era uma oportunidade perfeita para isto", explicou o ator, para quem nem toda a filmagem foi agradável.

Em uma das seqüências mais dramáticas do filme, Wahlberg teve que interpretar debaixo d'água, quase no escuro, sem referências de onde estavam as câmeras.

"Foi triste", afirmou.

"Prendem você embaixo, tiram seu ar, é do que eu menos gosto. Na verdade, tenho um problema de ouvido desde que trabalhei em 'Mar em Fúria' (2000)", explicou.

O ator, de 37 anos e recentemente pai de seu terceiro filho, admitiu que não conhecia o jogo "Max Payne" até ser contatado para fazer o filme, e afirmou não ter dedicado tempo ao programa porque tem uma "personalidade obsessiva".

"Sou da velha escola", indicou Wahlberg, que afirmou ter sido fã de jogos mais antigos, como "Pacman" ou "Hockey 93", da Sega.

"Vi minha irmã jogar. Agora, tenho filhos e não posso me permitir. Já não sou um viciado em adrenalina como antes", confessou o astro, que deixou de andar de moto e agora joga golfe e anunciou que retiraria todas as tatuagens, porque não quer que seus filhos se tatuem.

Wahlberg disse buscar agora uma comédia romântica e rejeitou inicialmente a idéia de fazer uma continuação de "Max Payne" e seguir, assim, os passos do videogame, que tem seqüência.

"Nunca fiz uma segunda parte e não espero repetir com este filme; tentaram fazer com 'Uma Saída de Mestre' (2003) e com outros, mas se não melhorar o primeiro, prefiro que nem façam", destacou o ator, que deixou em aberto a possibilidade de retomar o papel se "a história agradar às pessoas e for melhorada".

A idéia de uma seqüência não está nos planos iniciais da produção, mas o diretor John Moore ('Atrás das Linhas Inimigas', 2006) se mostrou favorável à possibilidade.

"Gostaria, acho que há muito mais a contar, mas se não houver Mark não há Max. Isto não é como James Bond, aqui não podemos mudar.

Pelo menos eu não estaria interessado em seguir com outro ator", destacou Moore.

Para o cineasta irlandês, o maior desafio do filme era captar a atmosfera do videogame, incluindo a estética das cenas de ação, para o que usou em duas ocasiões um sistema de câmera superlenta com um efeito parecido ao visto em "Matrix" (1999).

"Max Payne" se transformará este ano em herdeiro de produções como a saga de "Tomb Raider", "Doom" (2005), "Street Fighter" (1994) e "Super Mario Bros" (1993), que passaram dos videogames ao cinema.

Até o momento, e ao contrário do que acontece com as histórias derivadas das histórias em quadrinhos, as adaptações dos jogos não conseguiram alcançar, nas telonas, o sucesso obtido nos lares, uma disciplina pendente que colocará à prova as virtudes de "Max Payne".

EFE fmx/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG