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Mariana era meu orgulho , diz mãe de modelo; família não acredita em erro médico

VITÓRIA - A família da modelo Mariana Bridi, que morreu no último fim de semana devido a um caso raro de infecção urinária, que evoluiu para infecção generalizada, falou no domingo sobre a morte da modelo e disse não acreditar que tenha havido erro médico. Com a doença, Mariana teve que amputar mãos e pés e retirar parte do estômago.

Redação* |

Para a família, os médicos "tiveram uma entrega total ao seu trabalho e suas responsabilidades". A Secretaria Estadual de Saúde do Espírito Santo não comenta o caso, assim como os médicos que atenderam Mariana.

Reprodução
Comunidades do Orkut fazem homenagem a modelo
Comunidades do Orkut fazem homenagem a modelo

Emocionada, a mãe da modelo preferiu destacar que a filha era "seu orgulho".  "Quando ela ia participar de concurso fora, eu via todas as meninas bonitas. Eu falava 'é muito difícil', mas ela chegava lá", disse. 

Gustavo Bridi, irmão de Mariana, também se comove ao falar do momento que a família está vivendo. "Do fundo do meu coração não vem tristeza. Eu não sei se por um lado a ficha não caiu ou se, realmente, Deus vai me fazer assim para poder, com minha família, tocar o barco", diz.

A família ficou comovida com as homenagens feitas no enterro da modelo, ocorrido no domingo. "A gente fica emocionado ao ver uma cena desta. Ela era uma pessoa muito querida, muito 'paparicada' por muita gente", completa o pai de Mariana.

A modelo nasceu e cresceu na cidade de Marechal Floriano, de 15 mil habitantes, na região serrana do Espírito Santo. A cidade está de luto por três dias.

Caso raro

" O caso da modelo é bastante raro ", explica o médico infectologista do Hospital Nove de Julho e professor Antônio Carlos Campos Pignatari. Porém, ele ressalta que as mulheres precisam ficar atentas ao tratamento das infecções urinárias. Principalmente se elas aparecem várias vezes, completa.

Pignatari explica que este tipo de amputação (de mãos e pés) foi uma exceção. Em casos desta gravidade é comum haver amputação de pés, ou dedos, mas nas mãos é muito difícil. Ele explica que a mão tem dois sistemas circulatórios e é preciso comprometer os dois para que a necrose aconteça.

Mariana teve uma infecção urinária diferente do comum. O médico explica que o tipo mais recorrente de infecção urinária é a cistite e, geralmente, estes quadros não são tão graves e apresentam poucos sintomas como ardor, incômodo e uma urina com cor e odor diferenciado. O problema é mais comum em mulheres e bem difícil de acontecer em homens com menos de 60 anos.

(*com informações da Band News e de Amanda Demetrio, do Último Segundo)

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