BRASÍLIA ¿ A Policia Rodoviária Federal (PRF) divulgou, nesta sexta-feira, que a lei seca reduziu em 14,5% as mortes nas rodovias federais em julho relação ao mesmo mês em 2007. De acordo com a PRF, a boa notícia deve-se não só à intensa fiscalização no período de férias escolares, mas também ao receio e debates provocados na sociedade pela divulgação da lei.

Em julho do ano passado, foram registradas 620 mortes em 10.531 acidentes, enquanto no mesmo mês deste ano houve 530 mortes em 10.500 acidentes.

Segundo o assessor nacional de comunicação da PRF, Alexandre Castilho, embora o número de acidentes tenha se mantido praticamente estável, o fato de os motoristas não terem usado álcool reduziu a gravidade das ocorrências.

O número de acidentes se manteve estável. A lei seca diminuiu a quantidade de acidentes fatais e muito graves. Ela foi fundamental em dois aspectos: diretamente, porque o motorista diminuiu a quantidade de bebida ao volante e, indiretamente, porque provocou uma discussão muito saudável na sociedade, analisou Castilho.

Estados

A Polícia Rodoviária Federal comemorou estatísticas ainda mais positivas nos Estados com maior população e tráfego de veículos, como no Rio de Janeiro (diminuição de 30% nas mortes), Pernambuco (27% a menos), Minas Gerais (22%) e São Paulo (21%). O motivo, explicou Alexandre Castilho, é a soma de esforços da PRF com as polícias estaduais.

Castilho acrescentou que 288 prisões de motoristas alcoolizados foram efetuadas entre 1º a 30 de julho, além de 560 autuações (multas). Todos os condutores presos são encaminhados à delegacia mais próxima do local do incidente. Nossa percepção é de que ninguém está dormindo na cadeia por estar bêbado. A pessoa paga fiança e sai. Só fica preso quando o acidente tem vítima, explicou Castilho.

Para se ter uma idéia do avanço conseguido com a "lei seca", o número de 530 mortes nas estradas federais em julho foi inferior ao total dos últimos quatro anos e superior somente a 2003, quando houve 472 mortes.

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