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Guerra ao Terror desbanca Avatar e se torna o grande vencedor do Oscar

Los Angeles (EUA), 7 mar (EFE).- O filme Guerra ao Terror, dirigido por Kathryn Bigelow, desbancou o blockbuster Avatar e se sagrou o grande vencedor da 82ª edição do Oscar, com seis estatuetas conquistadas das nove indicações que recebeu.

EFE |

"Guerra ao Terror" deixou a cerimônia desta noite, no Teatro Kodak, de Los Angeles, com os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, Roteiro Original, Edição de Som, Mixagem de Som e Montagem.

Já "Avatar", que também tinha recebido nove indicações, levou apenas três estatuetas, de Direção de Arte, Efeitos Visuais e Fotografia.

"Guerra ao Terror" ainda foi responsável por um momento histórico do Oscar, já que pela primeira vez uma mulher levou o prêmio de Melhor Direção, conferido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

"Este é um momento único em minha vida", disse Bigelow, de 58 anos, ao receber a estatueta dourada.

Já Mark Boal, roteirista do filme, dedicou o triunfo às tropas americanas desdobradas por todo o mundo.

"Quero agradecer e dedicar este prêmio às nossas tropas, às 115 mil pessoas que seguem no Iraque, às 120 mil no Afeganistão e aos mais de 30 mil feridos e aos quatro mil que não conseguiram voltar para suas famílias", disse.

Não foi fácil para este drama de guerra de baixo investimento abrir caminho até as salas de cinema, onde estreou em junho, nos Estados Unidos, depois de passar por vários festivais e de ser lançado diretamente em DVD em alguns países. Mas o tempo mostrou que o receio das distribuidoras não tinha fundamento.

Bigelow lançou mão das ferramentas clássicas da cinematografia para gerar tensão, suspense e ação sem necessidade de grandes efeitos especiais, levando ao limite o sangue frio dos personagens.

O filme foi a grande surpresa do ano e já havia superado "Avatar" nos prêmios dos sindicatos de produtores, diretores e nos concedidos pela associação mais importante de críticos dos EUA, a BFCA.

A cerimônia de entrega da 82ª edição do Oscar começou com a premiação de Melhor Ator Coadjuvante, que ficou para o austríaco Christoph Waltz, por seu papel em "Bastardos Inglórios".

A estatueta de Waltz foi a única conquistada por "Bastardos Inglórios", que tinha sido indicado em oito categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção, para Quentin Tarantino.

O Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante também confirmou todas as expectativas e acabou nas mãos da favorita Mo'Nique, por seu trabalho em "Preciosa - Uma História de Esperança", filme que também ficou com o Oscar de Roteiro Adaptado.

Para o prêmio de Melhor Ator, o grande favorito respondia pelo nome de Jeff Bridges, por "Coração Louco", e a Academia confirmou essa expectativa ao agraciá-lo com a estatueta.

Bridges superou estrelas de peso como George Clooney, por "Amor Sem Escalas", Colin Firth, por "Direito de Amar", Morgan Freeman, por "Invictus" e Jeremy Renner, por "Guerra ao Terror".

A disputa pela estatueta de Melhor Atriz era ainda mais acirrada, com duas indicadas surgindo como possíveis vencedoras: Sandra Bullock, por "Um Sonho Possível", e Meryl Streep, por "Julie e Julia".

Neste mesmo domingo, Bullock tinha recebido o prêmio Framboesa de Ouro de Pior Atriz por sua atuação na comédia romântica "Maluca Paixão".

Mas a recompensa veio pouco depois, e ela venceu o Oscar de Melhor Atriz, superando também Helen Mirren, por "The Last Station", Carey Mulligan, por "Educação", e Gabourey Sidibe, por "Preciosa - Uma História de Esperança".

Na categoria Animação, o prêmio ficou com "Up - Altas Aventuras", que ainda levou a estatueta de Trilha Sonora.

Uma das surpresas da noite, o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro ficou com o argentino "O Segredo dos Seus Olhos", dirigido por Juan Jose Campanella.

Apesar de muito elogiado, "O Segredo dos Seus Olhos" não aparecia como favorito à estatueta, e as apostas estavam no alemão "A Fita Branca", de Michael Haneke.

O brasileiro "Salve Geral", de Sérgio Rezende, tinha sido o escolhido para representar o país no Oscar, mas não ficou entre os finalistas selecionados para disputar a estatueta. EFE mh/rd

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