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Gostaria que a polícia parasse de me procurar , diz mãe de Eloá

SÃO PAULO - A mãe de Eloá, Ana Cristina Pimentel da Silva, de 42 anos, chegou visivelmente abatida e acompanhada de dois advogados a uma entrevista concedida nesta quinta-feira.

Danielle Ferreira, do Último Segundo |

A primeira pergunta feita foi sobre a sua vida após a morte da filha. Ana Cristina disse que tem sido difícil e que ela não está mais trabalhando e toma remédios. Os filhos nascem para enterrar os pais. Para mim estou dormindo e não acordei, sinto muita falta dela.

Ana Cristina disse que só voltou ao apartamento da família após a reconstituição do crime e que hoje mora em uma casa da região, após ter ficado dois meses hospedada na casa de uma irmã. Ela disse que a polícia a investiga, por acreditar que ela sabe do paradeiro do marido, o ex-cabo da Polícia Militar Everaldo Pereira dos Santos, que está foragido.

Ela disse que a última vez que viu e falou com o marido foi quando Eloá ainda estava no cativeiro e que não colocaria a vida de seu filho mais novo em risco escondendo Everaldo. "Gostaria que a polícia parasse de me procurar", disse. A mãe de Eloá afirmou também que sofreu duas perdas: a filha e o marido, que ela considera um "excelente pai".

Ana Cristina falou sobre o encontro que teve com Lindemberg Alves, responsável pela morte de Eloá, na sessão de depoimentos no Fórum de Santo André, nesta quinta. Eu queria que ele olhasse nos meus olhos. Eu queria ele como um filho, ele fazia parte da minha família.

Ela disse que desejava ver algum arrependimento nos olhos do rapaz, mas percebeu que ele se comporta friamente. Um dos advogados presentes na coletiva, José Beraldo, disse acreditar que Lindemberg Alves se arrepende de não ter matado todas as pessoas que manteve reféns do apartamento e que a conduta do rapaz é animalesca.

Ela também afirma que não foi procurada pela família do ex-namorado de Eloá e que caso encontrasse os pais de Lindemberg, não os trataria mal, pois os pais não têm culpa do erro dos filhos.

A mãe de Eloá afirmou que Nayara, que também foi feita refém, não entrou em contato com ela, e as duas só se viram na audiência desta quinta. Sobre a exposição da adolescente na mídia ela disse que Nayara é jovem e talvez queira obter alguma coisa. Mas só tenho que agradecer por ela ter tentado salvar a vida da minha filha.

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