LOS ANGELES - Nasceram como brinquedos, se tornaram desenho animado e história em quadrinhos, mas agora chegou uma nova fase para os G.I.Joe, o Exército mais habilidoso dos Estados Unidos, que levará todo o mundo aos cinemas neste fim de semana.

Em um ano em que a ação pecou por se sofisticada e ambiciosa demais, com destaque para "Watchmen - O Filme", "G.I.Joe: A Origem de Cobra" se une a "Transformers 2" na humilde volta da ambição meramente lúdica do cinema, tomando como base esses brinquedos que, dos anos 60 até hoje, venderam milhões e milhões de exemplares.

Como em "Transformers 2", este filme tem a intenção de traduzir cada boneco em um ingresso e a Paramount soube fazer isso: o entretenimento é (quase até o final) indiscutível e filme consegue levar os brinquedos para o cinema.

No entanto, a recuperação desta equipe de soldados de elite ¿ cujas missões ainda têm o melancólico vestígio da Guerra Fria ¿ se estenderá também para o videogame, um dos formatos que melhor enfrentou a crise econômica e de propriedade intelectual e que pode se tornar uma perfeito cenário para os "G.I. Joe".

Para o filme em si, Hollywood escolheu os melhores especialistas para seus produtos em série e, por isso, o eleito foi Stephen Sommers, autor da saga "A Múmia", que se colocou atrás das câmeras e dos computadores, pois o longa é cheio de efeitos digitais, sem dissimulação.

Além disso, foi escolhido um elenco que inclui seus melhores amigos - Brendan Fraser, Arnold Vosloo e Jonathan Pryce -, além de beldades como Sienna Miller, representando as mulheres, e Channing Tatum, Dennis Quaid e Christopher Eccleston, que arrancarão suspiros do público feminino.

Para todos eles, Sommers cria uma missão especial, na qual não faltarão milhares de locações - desde o deserto até o pólo -, e que se adapta aos tempos da tecnologia invisível: uma bomba de "nanoinsetos" capazes de devorar a Torre Eiffel passará de mão em mão durante todo o filme.

Entre o heróis G.I. Joe e os vilões que integrarão a futura formação Cobra está a baronesa Ana, interpretada por Sienna, que ofusca as outras "supermulheres", como Karolina Kurkova e Rachel Nichols.

Os conflitos dramáticos existem no filme, para dar consistência às agitadas sequencias de cenas de ação, mas Sommers sabe resolvê-los se rodeios e os deixou suficientemente abertos para o que "G.I. Joe" pede gritando: mais um.

Não se sabe se haverá uma segunda parte. Por enquanto, esta primeira fase da saga chega aos cinemas do Brasil amanhã.

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