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Fica comigo, fica comigo , pedia taxista que morreu em consequência das chuvas no Rio

Conversamos por duas horas ao celular. Ele pedia para eu não desligar. Dizia: fica comigo, fica comigo. O relato é de Eliane Severo, de 39 anos, que perdeu o marido, o taxista Leonardo Augusto Severo, por causa das fortes chuvas que atingiram o Rio de Janeiro entre a noite de segunda-feira e terça-feira.

Bia Amorim, iG Rio de Janeiro |


Arte iG

Fabrízia Granatieri
Eliane, ao fundo, aguarda liberação de corpo

Eliane aguarda liberação de corpo

Segundo último balanço da Defesa Civil, 105 pessoas morreram. Equipes de bombeiros seguem no trabalho de resgate a vítimas nesta quarta-feira. Não há um número oficial, mas há relatos de desaparecidos.

"Ele estava no carro, na altura da Praça da Bandeira (zona norte do Rio), quando a água começou a subir", contou Eliane. Segundo ela, o marido não conseguia sair do veículo porque ficou nervoso e começou a passar mal. "O corpo dele estava dormente".

Eliane ligou para os bombeiros, que demoraram a chegar ao local devido às enchentes registradas na cidade, e socorreram Leonardo. Porém, a caminho do Hospital Souza Aguiar, ele morreu vítima de enfarte. Leonardo deixa dois filhos.

Dia de caos

Na terça-feira, o Rio de Janeiro viveu um dia de caos. Além das mortes registradas, a maioria das vítimas de deslizamento de terra, 202 pessoas ficaram feridas após uma forte chuva que atingiu o Estado.

As aulas foram suspensas, serviços públicos tiveram o expediente cancelado, o aeroporto Santos Dumont ficou fechado durante boa parte da manhã e empresas cancelaram a venda de bilhetes com destino para o Rio.

Esta é considerada a pior chuva já vista no Rio de Janeiro . Em 24 horas, o número de mortos superou o registrado nos quatro meses de verão em São Paulo.

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